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AMT/ERTL Chrysler 300C 1957 1/25
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

Chrysler57 Chrysler57 Chrysler57

O Chrysler 300C de 1957 continuou sendo o mais veloz e potente carro americano de passeio produzido até aquela data. Seu estofamento era todo em couro bege (para todas as cores de carroceria) e uma nova grade dianteira foi aplicada. O emblema redondo em vermelho/branco/azul com a inscrição 300C debutou no modelo 1957 - estas cores foram escolhidas para representar a alta performance do carro americano adquirido pelo público. Todos os 2.402 exemplares saíram da fábrica de Detroit: 1.918 duas portas coupê e 484 duas portas conversíveis. A motorizao básica era um V-8 392 com dois carburadores duplos obtendo 375 bhp a 5200 rpm com caixa de câmbio de 3 marchas automática. A outra opção (por um custo extra) era o V-8 392 com dois carburadores duplos obtendo 390 bhp a 5400 rpm com caixa de cámbio de 3 marchas manual. Os preços de lançamento eram: Coupé: U$ 4.921,00 (básico) / Conversível: U$ 5.359,00 (básico). Hoje eles podem ser encontrados por até U$ 30.000,00 e U$ 65.000,00, respectivamente (em estado de zero). O 300C fazia de 0 a 60 mph em 7,7 segundos.

A carroceria era oferecida "oficialmente" em 5 cores, mas o cliente poderia fazer um pedido personalizado de cor, esta com um código especial e custo extra. As cores oferecidas eram as seguinte:

CORES OFICIAIS

Código da Cor - Nome da Cor

Conversíveis nesta cor

A - Jet Black 76
F - Parade Green Metallic 14
  N - Copper Brown Metallic 18
  P - Gauguin Red 52
  X - Cloud White 315

CORES PERSONALIZADAS

Código da Cor - Nome da Cor

Coupes Conversíveis
  B - Horizon Blue 2 -
  D - Sovereign Blue Metallic 2 -
  G - Forest Green Metallic - 1
  J - Gunmetal Gray Metallic - 1
  L - Desert Beige 2 -
  M - Shell Pink 1 2
  R - Regimental Red 7 2
  S - Sunset Rose 1 -
  T - Champagne Gold 4 1
  W - Indian Turquoise 1 -
    XR - Cloud White / Regimental Red   (teto / carroceria)* 1 -
    AR - Jet Black / Regimental Red   (teto / carroceria)* 1 -

* Não se sabe hoje o paradeiro destes dois carros.

COR

Interior de todos os modelos produzidos, em couro
  Bege

COR VINIL CONVERSÍVEL

Nome da cor do vinil
  Black
  Ivory
  Blue (apenas 6 foram produzidos nesta cor)
  Green (apenas 3 foram produzidos nesta cor, 2 Parade Green e 1 Cloud White)

Algumas destas informações vieram do livro de Wayne Graefen sobre a restauração do seu 300C. Este livreto tem 60 páginas e contém informações detalhadas de todo o 300C. Pode ser comprado diretamente com Wayne.

APRESENTAÇÃO do KIT: a caixa é bem simples mas com uma boa impressão, trazendo na tampa e duas laterais foto de um carro 1:1 na cor Gaugin Red, e nas outras duas laterais o kit montado na cor Jet Black. No interior são 4 sacos plásticos: 1 para as transparências, 1 para os cromados, 1 para a carroceria e 1 para o restante das peças. Há ainda a folha de instrução (bula) e os decais dos instrumentos do painel e 1 par de placas de 1 estado americano e 4 pneus soltos, em vinil preto, com as faixas brancas em uma árvore separada. Tudo bem organizado, limpo e claro. Percebe-se na abertura dos sacos e análise das árvores em plástico cinza claro que este kit é muito bem injetado, com detalhes muitos bons, sem rebarbas ou peças grosseiras. Um salto na qualidade de injeção da AMT.

INSTRUÇÔES: nas especificações a AMT cometeu erros: informou que o total produzido foi de 1.767 unidades (informação errada) e que o preço básico era de 4.864,00 dólares (informação errada). Apesar de um ter um layout novo, com indicações mais precisas, este exemplar avaliado tem algumas falhas na numeração das peças. Há¡ 3 peças diferentes indicadas com o número 21 e duas indicadas com o número 25 no passo B, todas na etapa de montagem do motor. A simples visualização dos excelentes desenhos resolvem este problema. Outra falha são as indicações das cores a serem utilizadas. Abaixo segue uma correção destas cores baseada em um artigo publicado na Scale Auto Enthusiast:

Nome/Nº da peça:

Cor correta: Cor indicada na bula:
Starter/9 semi gloss black + steel gloss black
Oil Filter/8 gloss black + silver white + silver
Oil Pan/3 semi gloss gray silver
Distribuitor/21 semi gloss black + silver gloss black + silver
Generator/25 gloss black + steel steel
Transmition dip stick tube/27 aluminium + semi gloss black steel
Power steering pump/25 silver gloss black
Exhaust manifold/10 e 11 burn metal steel
Upper and Lower dual carburators/15 e 16 steel gold

MONTAGEM:

A montagem se inicia pelo motor, Etapa 1, passos A e B. Dá para seguir confiavelmente os passos da bula, apenas corrigindo as cores e verificando se as peças podem ser pintadas antes ou depois da colagem. Eu particularmente prefiro colar todas as peças da mesma cor antes de pintá-las. Será necessário mascarar as tampas das válvulas - peças 13 e 19 (douradas), pois elas possuem o detalhe superior em preto. As peças pequenas podem ser pintadas com pincel sem prejuízo do acabamento. Não consegui fotos claras das posições corretas dos cabos de vela, e optei em não acrescentá-los. Após acomodar o motor no cofre finalizado, a visualização do distribuidor é prejudicada, bem como os cabos de vela. Um detalhe: as borboletas de fixação dos filtros de ar e os parafusos de fixação das tampas das válvulas deverão ser marcadas com tinta prata. Terminada a montagem e pintura do motor pode ser seguida a sequência da bula.

A Etapa 2 é a montagem do conjunto roda/pneu/faixa branca. As rodas deverão ter seu centro pintado conforme a indicação da bula, e os pneus com as faixas brancas são facilmente encaixados, não necessitando de cola. A AMT moldou as faixas com acabamento inferior maior do que o superior, fazendo com que as faixas fiquem presas por si só. Muito boa solução. Para melhorar o aspecto o ideal é lixar levemente a banda de rodagem dos pneus.

A Etapa 3 consiste na montagem do interior, que deverá ser pintado na cor bege. A cor Radome Tan (Model Master 1709) poderá servir de base, acrescentando Insignia White (Model Master 1745). Isto é necessário para clarear um pouco a Radome Tan e para acetinar já que a tan é fosca e a white é brilhosa. Infelizmente eu não anotei a proporção, mas creio que a tan deva ser clareada cerca de 50 a 60%. As divisões de cores estão bem especificadas na bula. Apenas sugiro a troca do preto brilhante do painel, laterais inferiores e do tampão traseiro por preto acetinado, pois o brilho fica mais fiel às referências consultadas. A sugestão é utilizar o flocking para o carpete (farelo de tecido específico para reproduzir carpetes em modelismo. Pode ser subtituído por pó-de-camurça), mantendo o preto brilhante para os tapetes de borracha.

O painel é um trabalho à  parte, já que possue muitos pequenos detalhes - sendo o mais difícil deles a reprodução do emblema "300C" no canto direito. A pintura do painel exige paciência pois é necessária a aplicação de máscaras já que ele é divido em 3 cores (preto, branco e bege) mais detalhes cromados. Os decais dos mostradores encaixam-se bem. Quanto aos cromados você poderá fazê-los com tinta ou Bare-metal foil. Recomendo o uso de foil no rádio e nos botões, já que as referências mostram-nos cromados com o interior em dourado. O mesmo cuidado deve ser dado à direção, que possue 3 cores (preto, bege e cromado). O retrovisor, fixado sobre o painel (e não no teto) tem a base no mesmo tom de preto do painel.

A Etapa 4 possue dois passos A e B. Na etapa A monta-se o conjunto da suspensão dianteira, fixação do motor e escapamentos, e na estapa B monta-se a suspensão traseira. Aparentemente a cor indicada - preto brilhante - parece correta, mas foram encontrados alguns carros com chassis e componentes em preto acetinado. Não consegui definir qual era a utilização original e qual era a restauração. Desta forma optei ficar com a indicação da bula. Atenção especial deve ser dada à  peça 33 (Lower suspencion) que tem um encaixe intrincado. As peças 44 e 46 (escapes) deverão ser coladas com firmeza nas peças 43 e 45. O motor encaixa-se com uma certa dificuldade, pois o pino fixador tem forma cônica, o que requer testes para verificar a altura do motor em relação ao chassi. No primeiro encaixe e teste o assoalho ficou cerca de 1 mm acima do chassi, o que exigiu um alargamento do buraco de fixação do motor. Infelizmente para aqueles que preferem montar todo o chassi e deixar o motor por último, ele deve ser colocado nesta etapa. Como de costume o conjunto da suspensão traseira é de colagem delicada (o eixo traseiro ficando suspenso nas barras de suspensão). Depois de tudo terminado as rodas completas se somam ao conjunto.


Etapa 5: Entendo que aqui é a hora ideal para uma parada na montagem e início do processo de pintura da carroceria/capô (interior da carroceria inclusive) e outras peças que seja da mesma cor da carroceria - que neste caso são o firewall (#56), a parede que sustenta o radiador e buzinas (#62), o braço que a fixa na grade (#64) e o capô (#73). No meu kit resolvi aplicar o padrão de pintura "XR" (Cloud White/Regimental Red), que foi usado em apenas 1 carro produzido. Como de costume, pintei com tinta automotiva (duco). O primer foi colocado em camadas finas, umas 5, sendo que na última ele foi mais "carregado". Entre cada camada uma lixa 1000 alisava bem a superfície. A razão de diluição iniciou em 50/50 e finalizou com 65/35 (thinner/primer). Enquanto o primer secava completamente parti para a preparação das cores finais. Achei que o Branco Star VW 1982 serviria bem para simular o Cloud White, e o Regimental Red foi obtido com uma mistura de Preto Cadillac e Vermelho Star VW 1984, até chegar em algo próximo à referência de cor acima. Primeiro pintei o teto em branco, novamente com várias camadas finas, cerca de 10, seguindo a mesma proporção de diluição do primer. Polido o teto, mascarei e segui aplicando o vermelho, também em camadas finas (mais de 15), sempre entre cada uma lixando com lixa 1000, e nas duas camadas finais além da lixa foi feito o polimento. Na aplicação da última camada a razão thinner/tinta foi de 80/20. Não esquecer de lavar com detergente após polir, para retirar a gordura da massa de polir. Terminado o polimento geral da carroceria, lavar com detergente e iniciar a pintura do interior da carroceria. O teto é pintado num tom levemente mais escuro do que os assentos. Aqui não é necessária a mistura entre o branco e o radome tan - aplica-se apenas o radome tan. Os frisos internos do teto deverão ser cobertos com Bare-metal foil, e o pára-sol segue o mesmo tom do teto. As luzes de cortesia são pintadas em branco, e eu optei por raspá-la, pintar de branco o interior e colar um pequeno pedaço de acetato transparente. Após finalizado o trabalho de pintura segue-se a bula, aplicando Bare-metal foil nas molduras da área envidraçada (ou pintando com algum tom "chrome"). Para os mais detalhistas, há a possibilidade de abrir o porta-malas, onde detalhes são mostrados na foto abaixo:


A colagem interior/chassi dá-se na etapa 5, e requer alguns grampos pois parece-me que o chassi é levemente curvado (tanto no meu quanto no kit montado para a matéria da Scale Auto Enthusiast este problema apareceu). Há aqui também a colagem da peça 56 - firewall, a parede de fogo que proteje o interior do carro do calor e barulhos do motor. Após montado o conjunto chassis/motor/interior vale aqui um teste de encaixe na carroceria, antes da colagem dos "vidros" e pintura do forro do teto. Sugiro isto pois eu fiz o teste e os painéis laterais do interior ficaram cerca de 1mm acima da linha da base das janelas, o que na escala é muita coisa. Acertando os encaixes, fixam-se os "vidros" com cola tipo bonder e cola branca e parte-se para a união carroceria/chassi. A peça #58 (power brake unit) deverá ser pintada de preto com a frente em alumínio, diferente da indicação da bula que orienta a aplicação da cor steel.

Após o foil ter sido aplicado e as transparências terem secado encaixei a carroceria ao chassi... E aqui começou meu tormento. O que no início pareceu um excelente kit devido aos novos moldes, se transformou num teste de paciência e retorno aos velhos e sofríveis moldes da Monogram/Revell/AMT. Mas parecia um kit da Heller nesta etapa. A coisa toda simplesmente não encaixou... O chassi deve ser encaixado iniciando pela parte traseira, onde há duas travas. Encaixadas as travas basta encaixar a parte dianteira (onde há o motor) e é aí que houve o problema. Sem nenhum exagero a parte dianteira do chassi ficou medidos 18 milímetros de distância do seu ponto de encaixe, o que torna impossível até mesmo uma Super Bonder fixar devido à  perssão. Tentei descobrir onde estava o ponto de entrave, e minha primeira constatao foi a espessura das transparências (que tem cerca de 2mm, muito grossa), bem como a altura do que seria o quebra-vento. Para resolver isto cortei os pedaços dos painéis laterais do interior que entravam em contato com estes quebra-ventos. Cerca de 1mm foi retirado. Novo teste e a pressão ainda continuava. Além de ter agora lixado as superfícies de contado dos vidros para diminuir a espessura, retirei o painel de instrumentos e diminui em cerca de 1mm a altura do encaixe - isto para rebaixar um pouco o painel e tentar evitar o contato com os vidros.


Novo teste e ainda havia pressão, embora um pouco menor. Desta vez resolvi cortar as partes dianteiras das laterais do interior, que entram em contato com o firewall, e isto também ajudou um pouco. Lixa aqui, força ali e consegui diminuir o espaço que antes era de 18 mm para cerca de 4 mm. Não havia mais o que fazer. Só se eu arrancasse o painel e o tampão traseiros mais as laterais - ou seja, sem interior. A única solução foi um atentado: fiz um pequeno orifício entre a grade dianteira e o radiador, no assoalho, para AMARRAR (isto mesmo, amarrar) a parte dianteira do chassi é carroceria. Fiz o buraco num ponto onde o pára-choque esconderá o fio de cobre, mas este infelizmente será visível ao olhar o carro de baixo. Outra solução seria desmontar todo o interior e chassi, colocá-lo na água quente e curvá-lo para o necessário encaixe, inclusive curvando as peças do interior.


Após o atentado feito e testado, voltei a colar tudo no lugar, e encaixar finalmente o chassi à carroceria, já com o fio de cobre amarrado no ponto indicado. Primeiro umas duas "demãos" de Super Bonder por tudo onde havia contato. Depois uns 5 elásticos (que retiraram parte do Bare-metal dos frisos laterais) fizeram a pressão necessária para unir as laterais da carroceria às laterais do chassi. No outro dia fui aplicando cola líquida para soldar o plástico, e isto se deu várias vezes, em pequenas quantidades por vez. Desnecessário dizer que ele ficou neste processo de cura das colas por vários dias, e mais desnecessário ainda dizer que foi preciso retocar toda a pintura das partes do chassi que foram prejudicadas pela cola. E ainda por cima, muito mais desnecessário dizer que foi preciso cortar filetes do chassi que devido à diferença de encaixe, pois ficaram desalinhados. Nesta etapa traumática da montagem pensei em abandonar o modelo. Não acreditei que a AMT pudesse ter feito isto com novos moldes. O pior é que eu tenho o Edsel Pacer 1958 para montar - e ele é desta nova safra da AMT... Nem quero pensar nisto!!!

Ainda na estapa 5 está a pintura do emblema "300C" nas laterais do carro bem como a pintura dos frisos laterais. Aqui também vale a aplicação do Bare-metal foil ou da tinta tipo chrome. Processo trabalhoso pois o embrema é pequeno e pintado em 3 cores. As outras indicações poderão ser seguidas (cores do limpa pára-brisa) e piscas dianteiros.

A Etapa 6 traz a montagem final do cofre do motor, incluindo aí buzinas, radiador, bateria, cabos e o capô do motor. Há a possibilidade de colocação de mais cabos dependendo das referências que o modelista encontrar. Na matéria da Scale Auto Enthusiast há boas fotos do motor (veja na início do artigo), onde aparecem claramente as posições de 3 cabos, acrescentados na montagem deste kit.

E finalmente a Etapa 7 mostra a montagem final do kit com as peças cromadas, lanternas, faróis, pára-choques, antena e colocação das placas de identificação do carro. Nenhum problema encontrado nesta etapa. Por opção resolvi refazer a grade dianteira. Aproveitei apenas a armação original e toda a grade foi refeita com filetes de estireno e fio de linha.

Para os detalhistas, a Model Car Garage possue um set para ser utilizado neste (e em outros Chrysler) kit:


CONCLUSÃO:

A coisa toda ficou bonita, mesmo com o grave problema de encaixe do chassi à carroceria. Espero que a falha só tenha acontecido no meu kit. É um kit bonito, de boa impressão final, mas que por conta do carro oferece poucas alternativas de pintura, a não ser que você personalize o carro. Referências para nós brazucas são de difícil acesso, e na Internet há pouca coisa, tanto em documentação técnica quanto em fotos. Há livros específicos sobre o 300C e sobre a série 300, mas são importados, tendo por conta disto suas várias implicações. De qualquer forma eu gostei muito de ter montado o kit e recomendo para os modelistas que gostam dos anos 50, que gostam de carros menos populares, e que gostam de uma boa carroceria para pintar.


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