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AMT/ERTL/IndyCals.net Patrick March 86C 1/25
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

March 86C March 86C March 86C March 86C March 86C
March 86C March 86C March 86C March 86C March 86C

INTRODUÇÃO:
Derivado do modelo anterior, o 85C, o chassi March 86C tinha como características o nariz mais afunilado e aerodinâmico (chamado de nedlle-nose, nariz agulha). No entanto, sua característica mais notável são as duas aletas à frente das rodas traseiras. O chassi foi extremamente vitorioso no ano de 1986. Das 17 provas disputadas, 14 foram vencidas por pilotos com esse Chassi. Nas 500 milhas de Indianápolis daquele ano, dos 33 carros competidores, 24 eram March 86C, incluindo o campeão daquele ano, Bobby Rahal (que também foi o vencedor do campeonato da CART nesse ano).

Com uma carreira tão vitoriosa, a vantagem é que esse kit pode ser montado de modo a retratar praticamente qualquer piloto famoso daquela época, tais como Mario Andretti, Al Unser, Danny Sullivan, Rick Mears e Emerson Fittipaldi. Curiosamente, esse chassi ainda venceria as 500 milhasdo ano seguinte, com Al Unser Sr., após ele ter perdido seu carro em um acidente nos treinos. Ele teve que pegar um carro que estava parcialmente montado, em exibição em um Shopping Center, e obrigado a largar na última posição. Apesar dessa desvantagem, a vitória acabou caindo no colo dele, após diversas quebras dos adversários à frente.

Decidi montar o carro com as cores da Patrick Racing, Número 20 de Emerson Fittipaldi. Naquele ano, nas 500 milhas ele teve uma participação modesta. Largou em 11o lugar e terminou em sétimo. Ainda assim, seria sua primeira vez que terminaria a prova e chegou a estar em primeiro lugar por uma volta. Além disso, até onde eu saiba, seria a primeira exibição de um carro de Indy com as cores da Marlboro na categoria, o que logo se tornaria uma presença constante no Hall-of-Fame de Indianápolis.

O KIT:
O kit é da AMT e traz na caixa o vencedor das 500 milhas de 1987 (Al Unser Sr.). Nos anos 90, a AMT lançou uma boa série de kits da CART, mas parece que não houve interesse em continuar com o tema. O kit é bem simples, com bons encaixes e motor "genérico". Os decais são um tanto grossos, mas como eu usei outro esquema de pintura, não foi necessário usá-los. Mesmo que você queira montar o kit original, sugiro adquirir a versão do mesmo pela Indycals.net, que tem um trabalho mais preciso e fino.

A MONTAGEM:
A montagem do kit é relativamente simples, mas há algumas pegadinhas. O mais estranho é a parte superior e inferior da cabine. As peças se encaixam perfeitamente, mas após colocar o cockpit, a peça simplesmente "espana" e não dá para encaixar mais. Apesar de muita lixa grossa para afinar as laterais externa do cockpit e interna da carenagem, o encaixe foi difícil. Tive que passar uma lâmina quente para grudar as peças no lugar.

Outra peça que requer um cuidado é o motor e sua junção com o chassi. Pode acontecer que ao colocar as rodas (bem no final), as mesmas fiquem muito altas. Eu precisei colocar uns "calços" no motor para firmá-lo na posição "errada" adequada.

Como esse foi meu primeiro Indy terminado, seguem algumas lições:

  • Os braços da suspensão dianteira, se vierem moldadas no kit, devem ser cortados. Nesse caso, deve-se marcar os pontos de encaixe para colocação posterior. Com isso, você poderá fazer o trabalho de pintura e verniz sem essas peças atrapalhando.
  • Separe as peças das suspensão direita e esquerda em envelopes distintos. As peças são muito parecidas e você pode montar uma delas no local errado, por engano.
  • Eu, particularmente, decidi que todos os meus Indy serão montados como curbside, ou seja, sem detalhes internos (no caso, o motor). Os motores da AMT são bastante simples e não representam uma cópia fiél dos motores usados. Além disso, faltam detalhes essenciais, caso você queria mostrá-los. Por fim, a carenagem quase nunca se encaixa perfeitamente com o chassi, dando um aspecto final bastante inferior ao desejado.
  • Os spoilers dianteiro e traseiro devem ser montados somente após montar as rodas. Além de você poder fazer o polimento nessas peças sem medo de quebrá-las, somente após o alinhamento das rodas é que você poderá ver se kit ficará ajustado.
  • Nunca monte a suspensão e, após, coloque as rodas. O resultado poderá ser um Big-foot, ao invés de um carro rebaixado de Indy. O truque é colocar um calço sob o carro, na altura desejada (Em geral, umas folhas de plasticard servem), e ir montando as rodas e suspensão de modo que elas fiquem sempre apoiadas no piso, ficando da altura correta.
  • Se for adicionar alguma calota, faça isso antes de montar o pneu e com a roda.

Sobre esse último item, gostaria de citar que as calotas da AMT são bem irreais. Para sanar o problema, eu fiz uma encomenda de trabalho de foto-corrosão (foto-etched) em latão 0,2 mm. O resultado ficou excelente, mas como deve-se ocupar uma folha A4 de latão, foram feitas muitas cópias. A maioria foi vendida entre os aficcionados de Indy, pois não parece haver similar no mercado.

Após ver algumas fotos, deixei a roda dianteira com calota niquelada (o trabalho foi feito pelo meu pai), e as traseiras, preto foscas. Apesar de não ter achado nenhuma foto nessa combinação, achei diversas fotos alternando uso de calotas cromadas e pretas, bem como rodas com ou sem as mesmas. Assim, acredito que tal combinação pudesse ser possível.

PINTURA E DECAIS:
A pintura branca foi feita com tinta Duco automotiva. Já o Dayglo Orange foi feito com tinta Vermelho Luminosa da ColorGin. Essa segunda tinta é bem fosca e precisa ser aplicada sobre uma superfície totalmente branca, para evitar manchas. Para o correto alinhamento das linhas laranjas, o segredo é sempre partir da linha central do carro, passando a fita por alguns pontos-chave no carro. Tais pontos devem ser pesquisados em fotografias.

Após a pintura, os decais foram aplicados. Eu usei uma mistura da Indycals.net, que possui os decais para a Penske do Emerson de 1989; felizmente o número 20 era o mesmo. Foi necessário acrescentar ou trocar alguns patrocinadores, tais decais também vieram de outras folhas de decal da Indycals. Por fim, fiz algumas impressões em jato-de-tinta para logotipos de cigarro, que não podem ser vendidos.

Após a aplicação dos decais, o kit foi envernizado com verniz bi-componente e polido para tirar algumas imperfeições do trabalho. Somente após o polimento, que eu fiz a pintura final de algumas partes foscas (como o assoalho) e limpeza na pintura dos motores e suspensão.

CONCLUSÃO:
O kit, apesar de simples, ficou bem vistoso e elegante. Nada mal para um primeiro kit de Fórmula. Não procurei fazer muitos detalhes extras, nem fidelidade aos originais (em especial, ao aerofólio traseiro), pois desejava logo terminar o modelo, pois a fila da bancada é bem grande. Espero que tenham gostado!


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