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Revell-G Mil Mi-26 Halo 1/72
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

Mi-26 Halo Mi-26 Halo Mi-26 Halo Mi-26 Halo Mi-26 Halo
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INTRODUÇÃO:
O Mi-26 Halo é chamado por muitos de o maior helicóptero do mundo. Isso é um duplo engano, na verdade. Primeiramente, o maior helicóptero já construido foi o Mil V12 "Homer", mas que só voou em carater experimental. O maior helicóptero já produzido em série, no entanto, ainda não é Halo, e sim o Mil Mi-6 Hook, seu antecessor. Apesar de ser pouco maior (41,74 vs. 40.00), o Hook tem um grupo motor mais fraco e necessitava de grandes asas para dar sustentação máxima (Cerca de 20%). Além disso, sua cabine é bem menor que a do Halo.

Assim, o Halo é o mais pesado helicóptero produzido em série e, atualmente, em operação e possui diversos recordes de levantamento de cargas e distâncias. Sua cabine é baseada no tamanho do C130 Hercules e pode levar até 20 ton. por uma distância de 450 km (ou até 900 km com redução gradual na carga). Dentro da mesma, há dois ganchos elétricos que podem içar até 2,5 ton cada um, para auxiliar a movimentação de cargas. Sua tripulação é composta de 5 homens (piloto, co-piloto, navegador, engenheiro de vôo e oficial de cargas), além de levar mais 6 pessoas em uma "área VIP" e na cabine principal, ainda mais de 70 homens armados (um Mi-26 abatido na Chechênia matou 107 ocupantes).

O Halo opera militarmente em diversos países, sendo que a maioria é composta de países da ex-URSS e alguns da América do Sul. Além dos operadores militares, há um grande número de exemplares voando por companhias civis, para transporte de cargas pesadas em locais de difícil acesso.

O MODELO:
Esse kit é um lançamento recente da Zvezda. Como o fabricante não tem muita penetração no ocidente, esse kit é reembalado pela Revell Alemã. Ao contrário do que supus, na Review do Il86, o kit não é reinjetado, apenas reembalado com outra caixa e outras opções de decais.

O kit é muito bom, baixo relevo e com encaixes bem feitos. Possui bom detalhamento do cockpit e cabine de carga. Ao contrário de muitos kits de cargueiros, que colocam um porão "genérico" apenas para dizer que têm detalhes, esse é bem acabado e retrata bem o modelo real. Isso pode ser visto no teto, onde há um "acompanhamento do formato do motor, bem como um eixo de transmissão para o rotor lateral.

Outro detalhe incomum são as grades das pás, as quais já são envergadas na própria forma, evitando assim esse tipo de trabalho. As pás são bem detalhadas, com os vincos e relevos reais e as peças do cubo do rotor são muito bem feitas. O conjunto todo usa 34 peças.

O detalhe ruim é o canopi que vem pouco curvado. Aparentemente isso ocorreu nos moldes iniciais da Zvezda e foi corrigido no segundo lote. No meu caso, que usei o kit da Revell, foi relativamente tranquilo aplicar tal peça.

Há ainda outras opções para quem quiser montar o kit, todas em 1/72. Uma opção em Vacuumform (não lembro o nome, mas tô fora!) e o modelo da South Front, uma empresa russa de modelos Short-run, muito parecido com os moldes da AModel. Não há porque recomendar esses fabricantes, exceto para masoquistas e colecionadores de plantão.

MONTAGEM:
O cockpit e o porão de cargas é relativamente bem detalhado e não é complicado de montar. Apesar do número de passos, tudo pode ser feito rapidamente. Curiosidade, as instruções indicam 86 passos, mas todos eles são muito simples. É possivel fazer, caso alguém queira uma meta, 3 a 4 passos por dia. O piso do porão de cargas possui decais que servem de guias para o carregamento (pista dupla e acostamento, segundo um colega meu) e devem ser aplicados antes de se fechar as metades, é claro.

Uma das peças críticas são os exaustores, que são bem grandes e como são unidos por suas metades e pintados com cor metálica, devem ser bem emassados para que nenhuma emenda fique aparente. Não é complicado, mas geralmente isso é deixado para o final, o que não é possível nesse kit, pois o mesmo deve ser montado antes de se fechar a fuselagem. A Zvezda teve o cuidado de retratar o eixo interno do motor, visível por dentro do bocal, que é bem largo.

A montagem geral do kit ocorre sem muitos problemas. A engenharia utilizada pela Zvezda realmente é muito interessante. Ao invés de se montar o conjunto em duas metades da fuselagem, como normalmente os kits são. Esse kit tem duas metades, sim, mas os pontos de cola são apenas dois (ao redor do nariz e do motor). Todos os demais espaços são preenchidos por tampas, como o assoalho da cabine, teto da cabine, tampa dos motores, etc. Isso evita a trabalho de tirar aquela emenda central (um efeito ilusório, na verdade, pois a emenda passa a fica ao redor dessas peças). A grande vantagem desse método é que é possivel alinhar os conjuntos internos (cockpit, porão, base do rotor) através dessas fendas, ou seja, "por trás" das peças, evitando que elas fiquem mal alinhadas (um problema bem comum em kits de cargueiros).

A montagem das pás não é complicada, nem trabalhosa na verdade, mas é preciso um pouco de esforço de produção em massa (afinal, são oito) para que o trabalho ande. As pás devem ser pintadas antes de serem coladas ao cubo. Para isso, sugiro essa sequência de passos dica que li em outra review:

  • Pintar todas as pás de branco. Como meu primer é branco, aproveitei mesmo para reduzir o trabalho.
  • Mascarar a parte branca pela frente, deixando o bordo de ataque visível, para aplicar o alumínio.
  • Mascarar o outro lado da faixa branca, deixando vísivel somente a parte que será pintada de cinza.
  • Mascarar a pá, deixando apenas o braço, para pintar com Gun Metal o mesmo.
Após montar todo o conjunto do rotor, deixe-o bem guardado, pois quebrar uma das pás pode prejudicar seriamente o aspecto final do modelo e é difícil de arrumar.

Algumas transparências devem ser aplicadas antes do final da montagem. Em especial as janelas laterais e o frame frontal. No caso deste último, é preciso um pouco de cuidado. Verifique as fotos reais e veja que as janelas "frontais laterais" do cockpit são corrediças, e portanto, não se encaixam precisamente na saliência da janela (no kit), como o formato da peça leva a entender. Tentar encaixar a peça da forma errada, além de estragar o modelo, pode levar à trincas. As janelas laterais devem ficar entre as abas que existem na fuselagem e no teto do cockpit (também recomendo que o teto seja colado antes da janela, para facilitar o alinhamento do conjunto (inverter os passos 34 e 35).

Os trens de pouso não são muito complicados de se montar, mas há muitas peças. Todas devem ser preparadas (aparadas e lixadas) com cuidado para que o encaixe fique bom. Como o helicóptero é um conjunto muito grande, ele pode ficar torto se o conjunto não estiver bom. Uma dica: ao colar o trem de pouso, cole somente as partes laterais. O braço que encaixa por baixo possui um vinco que pode ser deslocado uns 2mm para dentro ou para fora. Alinhe primeiro os trens e quando tudo estiver correto, fixe o braço inferior.

O kit, ao contrário de muitos 1/72 gigantes, possui um vasto conjunto de antenas, pitots e escadas. Evite colar essas peças antes da pintura final e decais, pois podem ser quebrados/descolados com facilidade.

Quanto ao Zil-131 que coloquei como referencial de tamanho, fiz um pequeno ajuste, mexendo na colagem dos eixos traseiros, simulando o trabalho das molas.

PINTURA:
A pintura interna é feita com um beje bem claro. Inicialmente usei um primer Multi-cores, o qual serviria de fundo, mas gostei tanto do resultado que mantive ele como cor interna, embora seja um pouco mais claro que o correto. A pintura externa foi feita com tinta automotiva. O verde e o marrom pálidos, foram feitos com base em fotos. E o fundo azul, usei o RLM65 que tinha em casa. Todos, no final ficaram um pouco mais claros que o real, mas como tudo destoou para o claro, ficou uniforme.

A pintura russa é feita com linhas simples e bem definidas (mascaradas, sem esfumaçamento). O processo foi bem simples e usei Crepe para pintura mesmo, com bons resultados. A pintura inicialmente não me agradou. O esquema simples e o tamanho do kit deram um aspecto que mais parecia um brinquedo do G.I.Joe do que um plastimodelo. O efeito só ficou melhor quando pintei alguns detalhes com a pintura preta nos bocais e algum envelhecimento com betume, simulando manchas de óleo nos locais mais apropriados.

DECAIS:
A maioria dos decais é tranquila. Exceto pela insígnia russa e as numerações, são todos stencils simples. Mas existe um grandre problema: Embaixo, há uma estrela russa, que deve ser alinhada com os frisos que há no ventre, de modo que o desenho, acompanhando o formato, forme uma estrela perfeita. A Revell fez um esquema com um decal, dividido em quatro partes, totalmente retorcido, que, ao aplicar, fique corretamente alinhado. Além disso, dedica uma página inteira ao processo de aplicação destes. Dica: ESQUEÇA ISSO! Não funciona, não alinha, dá tudo errado, só chateação, choro e ranger de dentes. No final das contas, parece mais um sapo atropelado do que uma estrela.

Também tentei outras opções como serrilhar um decal ou pintar a estrela com uma máscara, nenhuma delas funcionou a contento. O jeito que deu melhor resultado, ou seja, ficou menos ruim foi o seguinte. Pinte a parte inferior com a cor normal (azul, no caso) usado preferencialmente tinta Duco que seca rápido, mas tem um tempo de espera. Antes que a tinta seque, aplique o decal, mas somente sobre os frisos, sem que os mesmos contornem os vãos (Isso precisa ser meio rápido, pois a tinta funcionará como uma cola que fixará o decal). Depois que a tinta secar normalmente, use um amaciante de decais (Micro-Sol ou Mr. Soft Marker) e passe no decal. Esses amaciantes têm a propriedade tanto de amolocer como de esticar os decais. Com a ajuda de uma espátula ou algo do gênero (algo não-perfurante), vá forçando o decal aos poucos até ele esticar e contornar os relevos, com cuidado para não rasgá-lo.

O resultado fica longe do ideal, mas dentre as técnicas testadas, foi a melhor. De qualquer modo, essa parte não fica muito exposta.

CONCLUSÃO:
Eu comprei esse modelo por ser a minha categoria favorita (1/72 extra-large), mas confesso que o helicóptero não me atrai muito. Não o acho muito fotogênico, principalmente pela ausência de detalhes laterais e pelo jeitão narigudo. Por isso, só acho-o bonito quando visto de trás ou quase-de-frente (de modo que o nariz não fique pronunciado). Apesar disso, o resultado ficou melhor do que eu esperava e o modelo fica imponente. Meu helicóptero favorito ainda é o Mil Mi-10 Harke, mas para esse ainda falta uma opção de kit injetado para me animar.


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