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William Bross GeeBee Sportster R1 1/32
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

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HISTÓRIA

Os GeeBee são, provavelmente, os mais famosos aviões de corrida do mundo. Após a crise de 1929, havia uma necessidade grande de fazer as pessoas se interessarem pela aviação, que como todo o restante, vivia enorme crise. Para isso, começaram a ser criados diversos eventos aeronáuticos como exposições, encontros de acrobacias, a fim de atrair novos entusiastas e gerar novas oportunidades. Diversas iniciativas dessas foram as corridas aéreas, divididas em diversas Taças, dependendo de seu formato. As taças Bendix, Thompson e Roscoe Turner tornaram famosas as air-races dos anos 30. Seu período de glória foi até o final da década, com a eclosão da WWII. Atualmente, a Reno Air Race é a que mais se aproxima desses eventos, embora a Red Bull Air Race seja mais famosa.

O GeeBee Racer Model R era um derivado do bem-sucedido Model Z, vencedor do Troféu Thompson do ano de 1931. Ambos (Z e R) tinham fuselagem baseada no formato de uma gota de lágrima. O modelo R era mais curto que o modelo Z, reduzindo-se a um motor, onde eram acoplado todo o restante. Foram criados dois modelos, o R1, para o Troféu Thompson, de circuito-fechado e o R2 para a Taça Bendix, de cross-country. Ambos os modelos eram muito parecidos, que exceto por pequenos detalhes, diferenciavam-se pelo motor. O R1 usava um P&W Wasp de 800HP, mais potente e ideal para curtas distâncias devido ao consumo. O R2 usava um Wasp Jr. de 500HP e maior capacidade de combustível.

Em 1932, Jimmy Doolittle (o mesmo do Raid sobre Tóquio), venceu a taça Thompson e estabeleceu um novo recorde para aviões baseados em terra, de 476 km/h. O GeeBee R2 também correu nessa prova, chegando em quinto lugar. O GeeBee racer R2 conseguiu o quarto lugar na Taça Bendix, devido a um problema de óleo.

Ao mesmo tempo que potentes, os GeeBee eram extremamente perigosos, tanto que dos dois Model R construídos, três se acidentaram! Explico, após o acidente fatal envolvendo o R2 e do posterior acidente com o R1, foi construído um outro R2 a partir dos restos dos dois aviões. Esse acabou acidentando-se também, fatalmente, devido a uma gambiarra envolvendo o tanque de combustível. Esse acidente pois fim ao empreendimento dos GranVille, encerrando a lenda GeeBee. No meu ponto de vista, não-piloto, os GeeBee pareciam ser muito rápidos para seu tamanho, o que fazia seus comandos muito curtos. Pelo que vi em vídeos das Réplicas, qualquer pequeno movimento, alterava, em muito, o voo da aeronave; muito sensível.

Dos 24 aviões GeeBee construídos (aqui, contando-se todos os modelos), pelo menos 12 acidentaram-se, matando, também pelo menos, 8 pilotos. De todos os fabricados, apenas dois sobreviveram e estão em museus. Os GeeBee sempre serão lembrados, tanto pelo seus acidentes, quanto pela suas linhas elegantes. Hoje, há diversas réplicas do GeeBee R voando. Em geral, o modelo é feito com base no R2, Imagino que os 500HP sejam suficientes para o risco de voá-los.

O MODELO

A William-Bros é uma antiga fabricante de kits, e pelo visto, se ainda existe, vive das glórias do passado. Curiosamente, há diversos modelos interessantes que foram produzidos exclusivamente por ela. Exemplo é o C-46 (1/72) que, ainda hoje, é a única opção para os interessados em montar esse famoso avião. Dentre essas raridades, foram lançados diversos Racers da Era Dourada das corridas, como o GeeBee Model Z, Firecracker, Seversky S35, Wendell-Williams, etc. Todos eles na escala 1/32, o que os torna ainda mais incomuns.

O Modelo é simples e com poucas peças. O plástico é bem doce, podendo-se danificar com lâmina facilmente. Apesar da fama que a William Bross tem, os encaixes são bastante bons. Precisa de alguma massa, é claro, mas não houve nenhum caso de buraco que precisasse muita massa/lixa.

As instruções são simples em uma folha A3 que mais parece uma referência de como montar do que passos a serem seguidos. As mesmas contam com um comentário do próprio Robert Granville agradecendo o pedido por detalhes e citando as diferenças entre os R1 e R2. O Kit permite montar qualquer um dos dois modelos, citando as diferenças entre ambos e trazendo os dois cowlings para os motores.

O cockpit é bem espaçoso e, embora a gaiola possua poucas peças, permite que sejam feito bastante detalhe. A lateral direita do kit traz a porta fechada, mas o kit possui uma porta extra, caso deseje-se mostrar os detalhes do cockpit. Eu detalhei algumas partes, como a fiação atrás dos instrumentos, coloquei uma parte para esconder o oco frontal (onde ficaria o tanque de combustível), coloquei alguns fios para simular os cabos dos pedais e mache. Fiz ainda um pequeno papelão (para conforto do piloto) e cintos de segurança, pois o kit não traz nada dessa parte.

A porta, no entanto é muito grossa. Eu usei-a como base, para cortar um lata-etched e fiz a porta com duas chapas, para não ficar fino demais. Como o alumínio é ruim para adesão da tinta, coloquei ainda por cima um pedaço de fita-alumínio colada sobre a porta.

O motor é bem detalhado, mas pelo que vi, parece ser genérico para todos os Racers da WB. Usei o clássico efeito de metal sobre tinta preta e ficou bem vistoso. As asas encaixam-se bem e com um pouco de massa, o encaixe com a fuselagem também fica bom. As polainas não dão muito trabalho; Optei por montar as rodas com as peças de plástico, pois o kit tem a opção de rodas de borracha. Fiz assim, pois acho que a borracha fica um pouco falsa, na escala. Uma parte que precisa certo cuidado é a colagem das polainas na caixa das asas. Na verdade, não sei se foi melhor colar antes, ou se seria melhor deixar para depois da pintura.

PINTURA:

A pintura, à primeira vista, é simples. Branco e Vermelho vivo, ambas tintas Duco. Sugiro pintar primeiro a parte branca e a pintura vermelha deve ser executada de uma só vez, com mascaramento total, para evitar vazamentos. Devem ser feitas camadas suficientes para evitar que o polimento laceie a pintura. Eu fiz polimento somente nas partes metálicas, sendo que a entelagem ao redor do cockpit ficou sem o mesmo, o que dá um aspecto mais real.

A grande dificuldade da pintura são as faixas que separam a tinta vermelha e a branca. Nessa hora, as instruções vem a calhar. Sugiro que se tire cópias da mesma, e as use como guia para o corte das máscaras. Isso é relativamente fácil, pois como disse, as instruções trazem um esquema no tamanho real do modelo. A dificuldade é aplicar a máscara no modelo, após isso. O truque foi pegar certas balizas comuns ao kit e instruções, recortá-las nas máscaras e usar para alinhamento no kit. No caso, para as asas, usei os próprios ailerons; nas polainas, os furos dos arames; e na fuselagem, as portas do motor.

A parte mais complicada, realmente, são as faixas nas polainas, pois o espaço é pequeno e difícil de se trabalhar após montadas. Na verdade, essa foi a parte do kit que ficou mais a desejar.

O hélice, pelo que vi (pelo menos, mas réplicas) era de alumínio extremamente polido. Para isso, usei tinta poliéster Extreme Dimension, aplicada sobre fundo preto brilhante. O efeito realmente fica muito bom, mas uma das pás mostrou algumas marcas de lixa.

DECAIS:

Os decais são bem finos e sugiro passar uma cera líquida antes de utilizar, para evitar trincas. Fora isso, são bastante "finos", com pouco filme extra, e bem impressos. Acredito que esses decais não sejam originais dos kits das primeiras levas, pois a tecnologia é muito superior ao restante do conjunto. São apresentadas as versões dos dois Racers e as instruções avisam das diferenças de aplicação entre ambos. Preferi montar o R1, campeão, mas com licença poética, usei o cownling do R2, que é muito mais estilo "GeeBee" que o R1.

A parte complicada, e que não vem no kit, é uma pequena faixa preta que separa a cor vermelha da branca em todos os seus contornos. Essa faixa é muito muito fina, devendo ter no máximo uns 0,3 mm. Peguei sobras de decais pretos que tinha e tentei fazer tais faixas, mas é bem complicado e, no fim, não ficaram muito regulares. Os decais, ao tentar curvá-los tendem a se quebrar. Tudo deve ser feito por partes, e sempre usando amaciante de decais para assentar as dobras. Novamente, as polainas ficaram a desejar nesse processo também.

Somente após os decais e que devem ser passados os arames das asas. Usei, como sempre faço, fio de poliamida, desfiado a uns 60% do original. Para aplicar de maneira simples e rápida, deve-se deixar para colar o motor depois, deixando a entrada frontal aberta. Assim, cola-se o fio sempre a partir das polainas, atravessando a asa (é furada) e terminando na fuselagem. Ao terminar, puxe o fio, por dentro da fuselagem, com uma pinça longa, deixando-o esticado durante a colagem. É mais fácil fazer do que explicar, mas o processo não leva nem meia-hora. Após ver as fotos, conclui que o fio preto não ficava bom, então pintei com pincel da cor alumínio, para ficar mais real.

CONCLUSÃO:

Esse não é o meu tipo de kit, mas é tão exótico e vistoso que sempre quis montá-lo. Apesar de tudo o que dizem, o kit da William Bross é razoável e ... vicia. Ao terminar, você já fica pensando se vai montar outros air-racers ou não...


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