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Trumpeter Tupolev Tu22M2 Backfire B 1/72
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

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INTRODUÇÃO:
O Tupolev 22M é uma evolução do Tu22 Blinder, como bombardeiro estratégico supersônico. O projeto é claramente diferente do Tu22, mas recebeu essa designação visando parecer uma nova variante do Tu22. Isso foi devido aos acordos de não proliferação de armas nucleares (SALT). A própria letra -M era traduzida como Mistake ou Misinformation e por muitos anos a OTAN o designou como Tu26 (e não Tu22) e codinome Backfire.

É possível ver algumas linhas do Blinder nas versões iniciais do Tu22, mas logo se vê que o desenvolvimento seguiu linhas separadas. Apenas para exemplificar: a sonda de reabastecimento era igual ao Tu22 e o trem-de-pouso principal recolhia em casulos para trás. Posteriormente, a sonda passou a ficar inteiramente recolhida e os trens recolhendo para dentro da fuselagem.

O Tu22M2, a série inicial de produção é facilmente identificável pelas suas entradas de ar retas (estilo F4 Phantom ou Mig23). No ínicio dos anos 80 surgiu uma nova série Tu22M3, com visível radar diferenciado e entradas de ar inclinadas (estilo F15 ou Mig25). Atualmente, todos os Tu22M em operação já estão convertidos ao padrão -M3.

Ainda devido aos tratados SALT, a sonda de reabastecimento tornou-se um motivo de controvérsia e acabou sendo removida. No Tu22M2 é possível ver um marca de onde o sistema ficava. No Tu22M3, como novo nariz, já não há tal marca. Com isso, o Tu22M perdeu boa parte de sua capacidade como avião estratégico e sua principal função passou a ser de bombardeiro naval.

O MODELO:
Existem poucas opções desse modelo, a saber:

  • AMT Tu22M: Esse modelo dos anos 80, tem as mesmas qualidades e mesmos defeitos do kit Tu22 Blinder da AMT, o qual já citei em outra review. Apesar do bom encaixe e baixo relevo, o modelo foi produzido na época da Cortina de Ferro e possui inúmeros erros de medidas e proporções. Apenas para citar um dos mais graves, toda a caixa de asas está cerca de 2 cm para frente da posição correta. No entanto, a caixa das rodas (na mesma peça) está no lugar correto e é preciso uma boa dose de esforço para corrigir isso, dentre outros problemas.

    A AMT ainda injetou o Tu22M3, embora essa caixa seja bastante rara. Ambos os moldes foram passados a Italeri que relançou apenas o -M3. Esses kits eram vendidos como raridade no eBay e com o lançamento da Trumpeter, seu valor caiu muito e só são interessantes com antiguidades.

  • Trumpeter T22M2 Backfire B: Lançado no final de 2009, o kit é visivelmente superior ao AMT/Italeri. Possui bom detalhamento, bons encaixes. Uma desvantagem é que seu esquema de asas móveis é fixo. Não que seja um brinquedo e eu queria ficar movimentando asas, mas é que seria bom para enconomizar alguns cm na estante, pois o kit é muito grande.

    A Trumpeter tem uma estranha política de lançamentos, onde sempre lança uma versão "que ninguém quer" inicialmente e depois lança o modelo feijão-com-arroz. Ex, o Supermarine Spitfire 1/32 com flutuadores ou Il2 Sturmovik com esquis. No caso do Tu22M Backfire, provavelmente ocorre o mesmo. Felizmente, sou apaixonado por essa versão, a qual queria há bastante tempo. Recentemente, foi lançada a versão -M3.

  • Academy Backfire 1/144: É um kit com boa qualidade de encaixes e correto nas medidas, mas existe apenas na versão -M3. Cito-o para os amantes da 1/144.

    MONTAGEM:
    O kit já anuncia que são mais de 385 peças, na caixa. No entanto, não há motivo para pânico. Ao olhar atentamente, há muito processo repetitivo, pois vem um conjunto completo de armamento, incluíndo 18 bombas FAB250, 6 AS16 Kickback e 2 AS4 Kitchen. Outras repetições são as 12 rodas do trem-de-pouso principal e os assentos ejetores. Grande parte do cojunto restante ficam por conta do cockpit; são quase 60 peças, sendo que cada assento ejetor é formado por 11 peças.

    A montagem de cada conjunto (cockpit, asas, fuselagem, etc) é relativamente fácil e com bons encaixes. No entanto, ao tentar juntar os conjuntos, parece que as equipes responsáveis por cada parte não se falavam. Há uma certa dificuldade em acertar todos os pontos. O principal deles é o encaixe da secção dianteira da fuselagem com a parte traseira (A fuselagem é dividida em duas, provavelmente por conta da compatibilidade com o kit do -M3). Além disso, boa parte dos rebites dessa parte são perdidos por conta dessa emenda. Nessas horas, basta lembrar do kit da AMT e tudo serão flores.

    As caixas dos trens-de-pouso são bem detalhadas e de ótima engenharia. O mesmo vale para o compartimento de bombas, que vem com o lançador giratório (que gira mesmo) com os seis Kickback.

    As asas vem com flaps baixados e spoilers levantados. Aparentemente não existe a opção de fazê-los fechados, pois o encaixe dos mesmos nesse segundo caso, não fica tão perfeito. Além disso, como já disse, nessas posições a asa não pode se movimentar. Pessoalmente, achei falta de referência de como alinhar e fixar o ângulo da asa, já que ambas são independentes.

    Para os interessados em montar essa versão, aconselho pintar a parte interna da entrada de ar antes da montagem das mesmas, pois pode-se ver pelas fotos que a pintura final "entra" dentro da mesma. Uma máscara bem difícil de se conseguir fazer após o kit estar montado.

    Não usei nenhum detail-set extra para finalizar o modelo. Na verdade, até tentei, mas como o set de Photo-Etched era desenhado para o kit da AMT, nenhuma peça mostrou-se útil. Para se ter uma idéia. O PE usado para a painel de instrumentos era maior que toda a fuselagem (parte externa) do kit da Trumpeter. Salvaram-se umas poucas antenas e grades de ventilação. Uma exceção foi a sonda de reabastecimento pré-SALT. Eu já tinha a intenção de fazê-la, o que não implicava em grandes dificuldades. No entanto, a peça em resina era barata e eu aproveitava o frete de uma outra encomenda.

    Um detalhamento simples foi abrir com uma Dremel, as entradas de ar localizadas no final da fuselagem. As peças vem em separado e são massiças. Esse trabalho simples dá um tchan no acabamento.

    Não gosto muito das portas do canopi abertas, no estilo asa de gaivota, pois acho que tira as linhas refinadas do avião (Além disso, quase não se vê o mesmo com as portas abertas). No entanto, com um cockpit tão detalhado, seria um crime deixá-lo fechado. Por isso, optei por deixar apenas duas das quatro portas abertas. Se necessário, apenas vejo o avião pelo outro lado.

    Não há muita dificuldade em alinhar as rodas e os trens-de-pouso. A perna do trem-de-pouso principal e feito em uma única peça básica de modo que o ponto de contato das rodas com o solo não se altera. Estranhamente, o trem de pouso é fixado na fuselagem por um único ponto e eu achei que isso iria deixar o kit meio "bamba", mas isso não ocorreu.

    Optei por não montar todos os armamentos. Primeiramente, por quê não sei se o Backfire podia carregar todos ao mesmo tempo (como as intruções do kit induzem a fazê-lo). Segundo, porque a maioria das fotos mostra o mesmo desarmado (ou com armas internas, que não são visíveis).

    PINTURA:
    Não fui muito exigente quanto aos tons de cores usados. Para o interior e partes interiores da asa, pintei de Schnauzer Russian Green Grey. Uma mistura que eu fiz para simular o azul-esverdeado dos cockpits soviéticos. A receita é: Tinta Azul clara (Tipo RLM65) e uma gota de verde pinheiro. Isso eu usei no cockpit e nas caixas do trem-de-pouso. Nessa última fala-se para usar um Russian Aircraft Blue, mas não achei referências confiáveis. No entanto, um desgaste pesado e um bom wash de betume modificam bem a cor, de modo que não seja possível dizer se está certo ou errado.

    Nas entranhas das asas, também não foi possível definir qual a cor correta, pois não achei fotos que mostrassem esses detalhes e que ao mesmo tempo fossem nítidas ou próximas. Enfim, usei a mesma tinta do processo anterior.

    O branco da parte inferior feito com tinta Duco. As simulação de óleo feita com betume e aguarráz, de praxe. A parte superior foi feita com um Primer da Multicores (Primer Mr.1000) que já não é mais fabricado nessa cor. Eu já tinha gostado desse tom de cinza quando estava trabalhando do 3M Bison.

    Uma técnica que ficou bastante interessante para detalhar as entradas de ar auxiliares (as "guelras") foi pintá-las de preto, no sentido da entrada de ar, e pintar o cinza final no sentido contrário. Dessa forma, o aerógrafo não cobre totalmente o preto e forma uma "sombra" que ajuda a simular as aberturas dessas entradas.

    DECAIS:
    Não há muito o que falar dos decais, pois o avião utiliza poucos, resumindo-se aos números e as estrelas (uma por sinal, descascou e vou ter que providenciar uma extra). Existem decais para os bordos de ataque (metálicos) e algumas partes brancas do avião. No entanto, nem todos são úteis, pois não são fáceis de aplicar. Melhor mesmo é fazer a pintura com máscara, tanto para os detalhes metálicos quanto para os brancos. Curiosidade: 90% dos decais da folha são utilizados nos stencils dos dois AS4 Kitchen.

    CONCLUSÃO:
    Montar o Tu22M Backfire sempre foi um dos meus sonhos de modelista e esperei alguns anos desde o anúncio da Trumpeter e seu lançamento. Felizmente, não cometi a burrada de comprar o kit da AMT a qualquer preço, mas foi por pouco. Olhando-se as reviews do kit da AMT são visíveis os erros (mesmo com os mais precisos ajustes) e o resultado final, se se colocassem lado-a-lado, é evidente. O kit da Trumpeter, mesmo com os problemas de ajuste de encaixe, é muito superior e fica muito bem acabado. Dá até vontade de comprar um -M3 para deixar a coleção completa.


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