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Hasegawa P2V-7 Neptune 1/72
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

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INTRODUÇÃO:
O P2V Neptune foi a segunda geração de aviões de Patrulha da Lockheed. Era uma evolução dos PV1/2 Ventura/Harpoon, uma tradição que depois viria a se consolidar no P3 Orion. O modelo surgiu em 1947 e mostrou-se bastante capaz em sua missão, vindo a ser operado por diversos países (dentre eles o Brasil) por quase 40 anos. Ainda é possível encontrar alguns modelos voando como bombeiros-aéreos.

Essa é a versão P2V-7 (ou SP2-H, após a mudança de nomenclatura), uma das mais bem-sucedidas variantes. No caso, foi usado pela Armada da Argentina durante a Guerra das Malvinas/Falklands, em 1982. Nessa época, os aviões estavam bastante desfalcados por dificuldades de manutenção. Seu feito mais importante foi localizar o contratorpedeiro Sheffield, que posteriormente foi atacado e destruído pelos Super Etendard, com mísseis Exocet. A situação dos Neptune argentinos estava bem crítica na ocasião e os mesmos nem puderam voar até o final do conflito.

O MODELO:
Basicamente só existe uma opção do Neptune na escala 1/72. Embora reembalado várias vezes, somente há um molde da Hasegawa - o mesmo foi reembalado também pela Revell. Embora haja opções em outra escalas, todas fogem do modelismo básico: 1/48, ainda não em produção, 1/144 em resina e ainda uma box-scale da Revell antiga.

O modelo da Hasegawa é o P2V-7, motivo pelo qual não optei por fazer a versão da FAB. A FAB usou somente o P2V-5, mais antiga, e há uma série de modificações complicadas de serem executadas (mesmo com ajuda de sets de conversão).

O kit, embora em alto relevo, representa uma geração de modelos da Hasegawa muito bem moldados e grandes, tais como os B47 e uma coleção de hidroaviões de patrulha. As peças se encaixam muito bem e as linhas de painel e rebites são de um trabalho muito fino para a época.

Ainda usei dois sets de detalhamento da Eduard, em Photo-Etched. Um deles faz o bombay e dá um aspecto muito melhor ao modelo. O outro set, com cockpit, interior e detalhes não fazem tanta diferença.

A MONTAGEM:
O kit, em geral, encaixa-se sem problemas. Boa parte dos problemas é resultado das adaptações necessárias para o set da Eduard. Aqui, dois cuidados importantes: A peça do cockpit, originalmente, apoia-se sobre pinos. Para usar os detalhes em PE, o cockpit fica mais alto, e por isso, é preciso apoiá-lo sob os pinos (partes do PE irão cobrir as fendas que surgirem). O bombay, aparentemente pode ser montado em separado, mas não pode ser colocado após a montagem das fuselagens. Tive um certo trabalho para refazer esses pontos.

Outro detalhe importante é que o kit precisa de muito peso. Há espaço de sobra no domo do radar, mas é preciso atentar à quantidade. Eu acreditada ter colocado o suficiente e quando coloquei o modelo sobre os trens-de-pouso, vi que ainda faltava bastante. A solução foi jogar chumbinhos melecados com cola acrílica por uma das janelas. Felizmente, esta fica exatamente sobre o radar. Foram necessárias mais de 40 bolinhas extras.

O canopi costuma dar problema, porque a Hasegawa tem a mania de separar as peças acrílicas em duas partes simétricas. É preciso um trabalho com putty e proteção de fitas para tirar a marca dessa emenda.

Outro cuidado importante. O berço do motor possui três peças que são os escapamentos do mesmo. Apesar de parecer, essas peças não são iguais. Cada uma só encaixa perfeitamente no vão apropriado para a mesma (consulte as instruções e marque cada peça para não misturá-la). Aqui, pode-se fazer um datalhamento bacana. é possível furar com uma Dremel, o escapamento dando um aspecto muito mais real. Eu usei ainda um pequeno tubo metálico de artesanato para melhorar o efeito.

PINTURA E DECAIS:
Essa pintura usada no conflito das Malvinas é um tanto rara. Não se acha fotos do período e a maioria das consultas cai nas fotos do modelo preservado no museu. Mesmo essas, apresentam diferenças nos tons por exposição ao Sol, presença de retoques e algumas incorreções comparadas com as poucas fotos do modelo original. Agradecimentos aos modelistas do IPMS Mar del Plata, que cederam alguns perfis do modelo.

As cores foram adaptadas de outros kits. O verde foi usado a partir do URSS Pale Green que tinha usado do Mi-26 Halo. O Cinza foi adaptado de uma mistura de cinza-médio e azul. Tudo foi feito com tinta Duco.

Os Decais são da Aerocalcas, um fabricante argentino especializado em decais desse país. No entanto, seu proprietário faleceu recentemente e apenas os decais ainda existentes em lojas serão comercializados.

No caso do Neptune, os decais reduzem-se aos números do avião e alguns stencils (o modelo não levava emblemas ou insígnias). Uma coisa interessante é que há alguns decais duplos para impressão de dizeres brancos. Primeiro se aplica os decais de fundo (em geral, marcas vermelhas) e sobre estes, decais com as palavras.

Algumas marcas, eu preferi fazer usando máscara ao invés de decais, como as walk-ways sobre as asas.

CONCLUSÃO:
Já faz um certo tempo que o Neptune me interessava. Como o Clube Superkits está organizando uma exposição justamente com o tema Malvinas 30 anos, achei que o kit viria bem a calhar. Além de fugir ao feijão-com-arroz (A4, Sea Harrier e Mirages), o modelo fica bem bonito. Curiosamente, mesmo em várias pesquisas sobre a montagem do Neptune da Hasegawa, não encontrei nenhum com essa camuflagem. Mesmo os modelos da Armada Argentina, em sua maioria, usam o esquema Branco-Cinza da USN. Assim, o modelo preenche uma lacuna na história desse grande avião.


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