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Hasegawa F104C Starfighter 1/48
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

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O MODELO O F104 surgiu no final dos anos 50 como proposta de um interceptador supersônico simples e eficiente. Com apenas um motor seria bastante leve para que seu potente motor J79 fornecesse a performance desejada. Uma das inovações desse projeto eram suas asas muito curtas, apenas com uma sustentação mínima. Na época pensava-se que os combates tipo Dog-Fight teriam vida curta e sua manobrabilidade não seria o principal foco do projeto.

Com o passar dos anos, o projeto mostrou-se frustrante. Na USAF, ele serviu por apenas 2 anos na linha de frente, sendo passados para o ANG até 1975. Alguns participaram de combates no Vietnã, com resultados pouco expressivos.

O F104 teve um grande número de acidentes, o que lhe valeu uma série de apelidos funestos como: Míssil Tripulado, Caixão/Ataúde Voador, Fazedor de Viúvas, dentre outros. Apesar de todas as críticas, o F104 foi o maior sucesso dentre a série Century, com o maior número de exemplares fabricados (alguns sob licença), países operadores e anos na ativa. O último exemplar foi um F104S da Força Aérea Italiana, desativado em 2004.

O MODELO:

Um sonho antigo meu é montar toda a Série Century (Super Sabre, Voodoo, Delta Dagger, Starfighter, Thunderchief e Delta Dart) na escala 1/48, uma escala que não é a minha usual. Curiosamente, esse que é o primeiro modelo, foi o último adquirido (Acho que estava esperando conseguir todos para dar andamento).

O kit é o da Hasegawa, e até onde saiba, é um dos melhores do mercado. Possui baixo relevo, muitos rebites e uma engenharia bastante avançada. As peças são feitas de forma a eliminar a maior parte das fendas, fazendo o encaixe ser feito entre as chapas do avião real. Outro exemplo são as rodas que são feitas em separado dos pneus, eliminando a necessidade de fazer as enfadonhas máscaras para as rodas. Além disso, a maioria das peças se encaixa bem, sem necessidade de lixa ou massa.

Pessoalmente, como queria fazer um modelo da USAF, escolhi a opção mais incomum que é o F104C. O Hasegawa ainda disponibiliza modelos como o F104G e variantes biplace. Como é padrão da Hasegawa, com um dos kits você não consegue fazer outras variantes, pois as peças determinantes são eliminadas entre as grades.

Sendo tão famoso, há ínúmeras opções de F104 disponíveis no mercado, em todas as escalas usuais. Não vale a pena comentar todas as opções existentes, mas se for montar na 1/48, não haverá engano em escolher o kit da Hasegawa como melhor opção.

A MONTAGEM: O kit pode ser montado facilmente e rapidamente. Até desafiaria em 24h, se for o caso. A maioria das peças não exige massa e lixa, e o kit é desenhado para eliminar emendas aparentes. A parte que deu mais trabalho é um inferior da fuselagem, junto ao motor. Apesar de a fuselagem se encaixar bem separadamente, após colocar a caixa do trem-de-pouso, as peças ficam com um espaçamento difícil de unir. O estranho é que todas as peças da caixa possuem um bom encaixe entre si. Deve ser algum erro no projeto, pois um colega meu teve o mesmo problema no F104G dele. Enfim, o segreo é raspar bem as peças da caixa do trem e fazer diversos testes de junção, antes de fazer a colagem definitiva.

O kit foi montado praticamente Out-of-the-Box, fazendo apenas alguns detalhamentos manuais. Dentre eles, alguns cintos no assento ejetor, que ao meu ver, parece pobre em detalhes. Além disso, após terminado, achei que o canopi aberto ficava muito pelado (com cara de brinquedo) e fiz alguns detalhamentos (alça, espelho, suportes) com base em fotos na internet.

O trem-de-pouso apresenta alguns perigos, pois é daqueles triplés e o kit corre o risco de ficar torto. No meu caso, eu colei apenas o pino central. Já o supore auxiliar, deixei apenas encaixado. Ao ver que um dos lados ficaria torto, eu puxei a parte solta e coloquei um pequeno calço de plasticard até deixar o modelo alinhado. A peça fica em um local bem discreto e não nota-se a gambiarra. Falando em trem-de-pouso, cuidado ao colocar as portas principais. Elas ficam fechadas, mas como pode-se ver, um dos suportes do trem não a deixa fechar totalmente. Com alguma pesquisa na internet, pode-se ver que elas realmente são assim e não ficam totalmente fechadas, ao contrário da maioria dos aviões com esse sistema.

Por fim, falei da questão de a Hasegawa não fazer kits compatíveis. Pois bem, pra variar, eu acabei perdendo a peça que faz o leme. Infelizmente, essa é a única diferença visível entre os modelos -C e -G. Como o meu é bem mais raro no mercado, não consegui uma peça para a cópia (quem tiver um, entre em contato). Eu acabei fazendo um peça em plasticard, "provisória enquanto dure". Não ficou 100%, mas engana.

Outro detalhe estranho é que o kit possui os trilhos dos AIM9, mas não possui os mísseis. Para piorar o F104 usa os AIM9B, mais difíceis de se achar no mercado.

PINTURA E DECAIS: O F104 traz duas opções de pintura. Ambas da George AFB, dos anos 60. Por essa época, era bastante comum os aviões da USAF serem pintados com esquemas bastante coloridos em determinadas partes, mas deixando o metal natural na maioria do avião.

Um dos motivos que eu queria fazer a versão -C era poder trabalhar com vários tons de alumínio, deixando o avião com um efeito chapeado bastante interessante. No entanto, ao olhar as fotos de referência, vi que nem todos os pontos de destaque são realmente visíveis e grande parte da fuselagem apresenta um esquema monocromático, com um alumínio do mesmo tipo. Mesmo assim, trabalhei onde pude.

As tintas metálicas foram de base poliéster. A parte superior das asas é branco, embora não seja fácil de visualizar isso nas fotos, por causa dos efeitos de brilho e reflexo do aluminio. A parte inferior das asas e o nariz são cinza. Não consegui determinar qual seria o cinza mais apropriado. O mesmo tom de cinza foi usado na parte inferior das asas.

Quanto aos decais, optei por fazer uma variação do "Really George". O nome foi dado por este ser o primeiro F104 a chegar na George AFB, sendo pilotado pelo Cel. George Lawer Jr. O problema é que apesar de gostar de algumas marcações, o avião era muito "Capitão América", tinha ainda a cauda vermelha e até rodas brancas.

Optei por fazer um esquema mais sóbrio, aproveitando somente alguns decais de interesse. No final, acho que o esquema agradou.

CONCLUSÃO: O kit é realmente gostoso de montar e muito terapéutico. Depois de montar uns Amodel e Airfix, é como se fosse um kit Snap, de tão tranquilo (Preciso montar mais kits assim). Minha idéia é montar um kit da Série Century por ano. Espero que os demais sejam tão tranquilos quanto esse, se Deus assim o quiser.


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