Plastimodelismo

  Automóveis

  Aviões Militares

  Aviões Civis

  Caminhões

  Dioramas

  Fantasia

  Ficção e Espaço

  Figuras

  Helicópteros

  Militaria

  Montagens

  Motocicletas

  Navios

  Tratores

  Veleiros



Outros

  Estruturas

  Férreo

  Paper Models

  Tampas



 << Voltar

Heller Dassault Mirage IVA 1/72
Por:  (Outros modelos do autor)
Curitiba - PR

Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA
Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA
Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA Mirage IVA

HISTÓRIA:
Desde os primórdios da criação da OTAN, a França teve sérias divergências políticas quanto a influência americana e britânica sobre o conglomerado. Assim, em 1964, foi criado o Dassault Mirage IV como vetor nuclear supersônico, dando capacidade estratégica à França e permitindo que a mesma saísse do bloco em 1966.

O Mirage IV possuia as mesmas idéias básicas do Mirage III, porém numa escala maior. As linhas gerais foram mantidas, mas adicionado um segundo piloto com a função de navegador/bombardeador, dois motores, trem-de-pouso dianteiro com duas rodas e os traseiros, quadriciclos. Além disso, no ventre ficava um radar de navegação e bombardeio e um recesso para uma bomba nuclear de queda livre AN22. O mais curioso do desenho era sua sonda de reabastecimento que ficava na ponta do nariz, no lugar dos tradicionais tubos de pitot. Apesar do Mirage IV ser bem maior que os caças de sua época, ele é um dos menores bombardeiros estratégicos.

Com o surgimento dos misseis antiaéreos, o ataque com bombas stand-off tornou-se obsoleto tirando vários bombardeiros estratégicos de primeira geração da linha de frente. No caso do Mirage IV, ele foi atualizado para a versão -P, como vetor do míssil ASMP. O Mirage IV ficou com função de bombardeiro estratégico até 1996, quando foram substituídos pelos Mirage 2000N, e até 2005 na função de reconhecimento estratégico. O Mirage IV nunca foi exportado.

O MODELO:
Há apenas duas opções para montagem do Mirage IV. Ambas são da Heller, nas escalas 1/72 e 1/48. Ambos os kits seguem a mesma linha geral, diferindo basicamente no tamanho. Eu já havia montado o mesmo há mais de anos atrás (um dos primeiros modelos meus pintados com aérografo).

O kit é simples e não possui muitos problemas de encaixe, mas os moldes mostram sinais da idade. Rebites altos e um detalhamento muito simples e com vários erros ou simplificações em demasia.

MONTAGEM:
Esse kit eu montei sem muitas pretensões. Era um daqueles queredeira que você compra e depois vê que não vai montar mesmo. Deixei-o à venda no Clube, mas como não houvesse interessados, comecei a montar cada dia um pouco, toda vez que visitava o clube de modelismo.

A montagem foi quase que totalmente Out-of-Box. A única exceção foram os assentos Martin-Baker Mk.IV, em resina. Além disso, as aletas das bombas e dos tanques de combustivel era muito grossas e de formato irreal. Acabei trocando por peças de plasticard. Aliás, é bem complicado achar o ângulo adequado para essas últimas, pois o kit não possui nenhuma marca ou referência para encaixe. tudo no olhometro mesmo.

Montar as metades da fuselagem remove boa parte do relevo superior. O que deixa o kit um tanto monótono nessa parte. Eu refiz algumas marcações com scribber e usei uma fita metalizada para criar alguns relevos, seguindo os diagramas do avião original.

PINTURA E DECAIS
A pintura foi sem muita frescura, usando cores que chegavam mais próximo às fotos (que aliás divergem bastante de uma para outra). Usei duas cores RLM para o cinza-médio e verde-escuro.

Os decais são bastante simples, apenas com marcações gerais. Uma vantagem é que a folha da Heller, apesar de pequena permite uma grande quantidade de modelos/esquadrões.

A única parte mais trabalhosa foram os freios aerodinâmicos, pois os decalques tricaram com facilidade. A solução foi pintar os mesmos de vermelho e depois fazer as bordas (uma aresta de cada vez) amarelas. O resultado fica razoável, sendo que o par mais bonito foi eleito para ficar na parte de cima; Embaixo, os mais feiinhos.

Uma coisa importante é cuidar dos pequenos acabamentos, como faixas vermelhas, faixa antirrefelexo, radares de outra cor. Isso porque a camuflagem é bem simples e sem muita graça. Tais detalhes realçam as linhas gerais do modelo.

CONCLUSÃO
Apesar de ser um modelo retirado do ostracismo, até que o resultado final ficou bom. Alias, montar kits sem preocupação durante as visitas ao clube tem feito bem. Acabo montando mais lá do que em casa, pois esse ano foi um ano de mudanças por aqui.

Também gostei bastante das fotos tiradas. Acho que ficaram melhores que o modelo em si. Espero que gostem.


Eventos | Fórum | Eu Quero! | Mercado de Pulgas | Galeria
Variedades | Como Construir | Dicas | Ferramentas
Lojas no Brasil | Administrativo | Livros | Links

Melhor visualizado em resolução 1366 x 768