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Curtiss Kittyhawk Real Força Aérea Canadense - RCAF

A mais moderno caça disponível durante a Segunda Guerra na defesa aérea do Canadá era o Curtiss P-40, que foram adquiridos durante a guerra e distribuídos por 6 esquadrões no território canadense, num total de 157 aparelhos. A maioria serviu na costa oeste, da Patricia Bay até a ilha de Vancouver, além do Alaska, onde dois esquadrões da RCAF se juntaram a unidades da USAAF (United States Army Air Force) contra os japoneses nas Ilhas Aleutas.

1. Os primeiros Kittyhawks adquiridos pela RCAF foram Mk.I (equivalente ao P-40 D da USAAF) e Mk.Ia (equivalente ao P-40E, com 6 metralhadoras) construídos sob licença na Inglaterra. Foram pintados segundo o esquema da RAF em Dark Earth e Dark Green sobre Sky, que se aproxima ao Neutral Light Grey muito mais do que o Grey-Green pálido. No início da guerra os Curtiss canadenses (leste do Candá e Quebec) voaram sem identificação de esquadrão, apenas as insígnias e números de série de fábrica. A posição da insígnia indica que ela era pintada antes da montagem final do avião, já que o bordo de fuga da asa cobria parte dela. O perfil abaixo mostra um Mk.Ia AK905 como visto em Patricia Bay em 1942, numa típica representação do esquema de camuflagem. Os Kittyhawks em 1941/42 eram assim "limpos".


2. Letras códigos do esquadrão mais tarde foram adaptdas, especialmente na costa oeste. "RE" designa o 118º Esquadrão, onde este Mk.I serviu em Patricia Bay.


3. No final de 1943, quando as letras códigos de esquadrões foram descontinuadas, muitos dos Kittyhawks começaram a parecer desgastados. Mk.Ia AK205 é mostrado com as letras "LZ" sublinhadas, indicando pertencer ao 111º Esquadrão e com a faixa branca de 18 polegadas na fuselagem que começava a se tornar padrão na Inglaterra.


4. Como a maioria das forças aéreas que voaram o Kittyhawk, os canadenses não resistiram e pintaram dentes de tubarão no proeminente radiador de seus aviões. No caso da RCAF, os personalizados assim eram do 14º Esquadrão, no período em que esta unidade era alocada no Alaska. A RCAF e a USAAF possuiam unidades no Alaska numa estreita cooperação, compartilhando bases, procedimentos de terra e às vezes até aeronaves. No fim de 1943, o 14º Esquadrão foi mandado à Europa e redesignado 442, quando ao final da guerra operavam Spitfires e P-51 Mustang. A aeronave "P" (nesta época apenas possuía uma letra individual, sem identificação do esquadrão) não tinha a numeração de série clara nas fotos existentes.


5. Ao final da guerra os Kittyhawks, que tinham originalmente as designações da RAF receberam novos números de série. A numeração da RCAF era unicamente numérica, ao contrário da RAF que consistia em duas letras e três dígitos. 1035 é um exemplo da nova numeração, um Mk.Ia com uma nova pintura tendo sua letra código passada para a frente do cocar. Este avião teve os escapes também pintados em Dark Earth.


6. Algumas fotos de difícil interpretação parecem mostrar alguns Kittyhawks da RCAF aparentemente pintados em uma única cor sólida sobre a pintura original. A cor é incerta, mas o Olive Drab dos estoques da USAAF parece ser a cor utilizada. O avião "K" tinha seu número serial obscuro na foto que eu trabalhei, bem como a insígnia tipo A sem a borda amarela. O leme conserva a pintura original.


7. Também ao final da guerra, muitos caças operacionais da RCAF foram repintados num esquema Ocean Grey/Dark Green/Medium Sea Grey, seguindo uma prática inglesa. Ao mesmo tempo foram adotadas as insígnias tipo C. Este esquema foi aplicado em Kittyhawks antes pintados em marrom e verde e os que foram entregues mais tarde com uma pintura de fábrica provavelmente em Sand/Stone/Azure. 1038 (originalmente AK827) foi um destes tardios Kittyhawks. Este avião hoje está preservado no Yanks Air Museum em Chino, Califórnia.


8. O avião número 729 foi outro Kittyhawk verde/cinza, desta vez um avião que não recebeu um número de série da RAF. A camuflagem foi aplicada no Canadá, provavelmente no campo, resultando em diferenças no padrão de desenho como a incomum linha divisória entre as superfícies superior e inferior (compare com o perfil de cima).


9. Kittyhawk 1073 com uma camuflagem do final da guerra. Este exemplar sobreviveu à guerra e voôu com donos civis por alguns anos, mas se envolveu num acidente na Califórnia em 1953.


10. Alguns Kittyhawks próximo do fim da guerra tiveram sua pintura removida, em alguns casos para parecer agradável aos olhos do público. Um destes foi o 1076, formalmente AL135.


11. Nem todos os Kittyhawks adquiridos pela RCAF foram Mk.I/Ia. Ao final da guerra, eles se juntaram aos Mk.III (P-40M) e Mk.IV (P-40N). 867 foi mais um dos que tiveram a camuflagem retirada, ficando apenas a faixa anti-reflexo.


12. Após a guerra a RCAF tirou de operação seus Kittyhawks, substituindo-os por outros modelos que operavam na costa oeste, na Colúmbia Britânica. Com isto, estes aviões foram sucateados ou vendidos pelo valor do metal. Mas algumas dúzias de Kittyhawks foram salvas, fazendo-os hoje parte da maioria dos Kittyhawks preservados no mundo, estáticos ou em condições de vôo. O 1034, formalmente AK803 (o mesmo avião do item 2, acima) foi adquirido em 1946 por George Maude. Restaurado com as asas do 1057, este exemplar tem sido mantido por Mr. Maude em magníficas condições em Sidney, B.C., próximo à sua base do tempo da guerra.


13. O Kittyhawk 1076, (mostrado acima no item 10), foi selecionado pelo governo Canadense para preservação no National Air Museum de Ottawa. Restaurado nos anos 70 quando a precisão dos esquemas de camuflagem não era a mesma da de hoje, o 1076 está pintado em Brown/Green/Pale Blue tendo uma marcação não padrão, com insígnias tipo C na fuselagem e tipo B nas asas.


14. O Kittyhawk 1047, anteriormente AK875, do National Air and Space Museum em Washington, D.C., ficou exposto de 1976 até o final dos anos 90, quanto foi retirado de lá para falicitar a disposição de outras aeronaves. Embora pintado como um P-40 da USAAF o exemplar serviu na RCAF. O mesmo se passa com o Kittyhawk exposto no Museu de Dayton (USAAF), Ohio, que foi na verdade o Kittyhawk 1068/AK987.


15. O avião mostrado no item 1 (AK905), é outro sobrevivente. Renumerado para 1052 durante a guerra, o avião vôou durante os anos 60 pelo seu dono canadense em Alberta, registrado CF-OGZ, conforme abaixo.


16. Depois de ter passado um tempo com o colecionador americano Bill Ross, o AK905 foi comprado por Don Plumb de Windsor, Ontário, que no começo dos anos 70 aplicou um dos mais elaborados e bem executados esquemas de pintura de qualquer caça de guerra antigo. Embora represente o avião errado -- um Curtiss Tomahawk do American Volunteer Group (Grupo de Voluntários Americanos) na China -- este atrativo esquema de pintura fez do AK905 um dos mais conhecidos aviões dos Estados Unidos por 25 anos. Após a morte do Sr. Plumb em 1975, o avião foi comprado por Max Hoffman, ganhou o prêmio Grand Champion Warbird em Oshkosh/1976, e então foi vendido para Rudy Frasca de Illinois, que voa com ele ainda hoje.


17. O AK940/1058 saiu de restauração no final dos anos 70 em um esquema Olive Drab/Grey, nas marcas do P-40 41-15321. O avião foi comprado por Bill Anderson e é regularmente visto em eventos do National Warplane Museum em Nova Iorque. O AK940 sofreu um grave acidente em 1995 e está novamente sendo restaurado.


18. Um dos vários Kittyhawk Mk.III sobreviventes é o RCAF 845, restaurado por Bill Destefani, da Califórnia, e visto aqui coforme podia ser visto no final dos anos 80 quando pertencia ao Sr. Destefani. O esquema de pintura é uma extravagância sem fidelidade, que pretendia simular o esquema "caça diurno" da RAF. Com incorretas cores e desenhos de camuflagem, marcações e tamanhos de marcações errados, além de uma pseudo-marcação de um Mk.Ia "AK845". Este exemplar foi mais tarde para o Lone Star Flight Museum e ficou pior ainda com uma pintura de boca de tubarão no radiador. Desde Julho de 1999 está registrado como NA-50 Inc. e talvez faça parte do American Museum For the Preservation of Historic Aircraft, no estado de Nova Iorque.


19. O avião de Ed Maloney da Fame Collection em Chino, Califórnia, pertenceu à RCAF, modelo Mk.IV, número de série 858. O perfil abaixo mostra o avião como era visto no tempo de suas aparecições no Flying Misfits, o piloto da série de TV dos anos 70 chamada Baa Baa Black Sheep. Com uma típica pintura dos aviões de guerra feita nos anos 70, esta variação das cores do AVG é inteiramente fictícia, além de modificações do canopi vistas em vários P-40N/Mk.IV por proprietários civis na década de 60.


20. Depois de uma substancial restauração no início dos anos 80, assim ficou este modelo em 1985. O canopi voltou a ser o original, e a pintura era em metal natural com as insígnias americanas e boca de tubarão.


21. Em 1988, o Mk.IV 858 foi pintado nas cores da USAAF usadas nas ações nas Aleutas. O esquema básico era Olive Drab/Neutral Grey.


22. Na metade dos anos 60 era ainda possível comprar algum negligenciado porém intacto Kittyhawk por 800 dólares. Foi o que fez Mike Dillon, do Arizona, quando adquiriu o avião número 867, o mesmo avião Mk.IV mostrado no perfil 11 acima. O Sr. Dillon repintou o 867 totalmente em vermelho brilhante para mostrar um avião restaurado mas não pintado nas cores militares.


23. O 867 (o vermelho acima) pertenceu ao Sr. Dillon por um curto período sendo adquirido pela Confederate Air Force. No início dos anos 70 ele foi repintado com as cores do American Volunteer Group.


Referências:

  • Richard Ward & Christopher F. Shores, Curtiss Kittyhawks Mk.I-IV in RAF, SAAF, RAAF, RNZAF, RCAF, NEIAF Service (Arco 1969): 1-3, 6-11.
  • W. A. B. Douglas, The Creation of a National Air Force: The Official History of the Royal Canadian Air Force v.2 (Univ. of Toronto Press 1986): 4, 5.
  • Leslie Hunt, Veteran and Vintage Aircraft, 4th ed. (Scribners 1974): 15.

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