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Aviões da Panair

A Panair surgiu em 1929, inicialmente como iniciativa de ligar a América do Sul ao Norte. Batizada de NYRBA (New York-Rio-Buenos Aires), a empresa mostrou-se promissora, mas teve vida curta devido a crise de 29. Graças a jogadas audaciosas de John Tripple (Pan am), foi logo adquirida por este e batizada como Pan-air do Brasil.

A Pan-air era, como várias outras, uma das subsidiárias da Pan-am, que procurava diversificar seus negócios, fungido dos reflexos do Crash da Bolsa de NY, em 1929. No Brasil, a Pan-air foi pioneira em desbravar a floresta Amazônica. Isso implicava uso de um grande número de aeronaves anfíbias ou puramente hidroaviões, pois a empresa (ou o governo) não queria custear a criação de novos aeroportos. Seus primeiros modelos foram os Sikorsky S-38 e Consolidated Commodore.

Durante a WWII, o alinhamento da Pan-air com a Pan-am lhe rendeu bons frutos. A Pan-air conseguiu muitos contratos para transporte de carga e tropas, fundação de aeroportos, etc. No entanto, o governo Vargas fez pressão para que a empresa fosse nacionalizada em em 1943, cerca de 42% da companhia passaram a ser de capital nacional, com Paulo Sampaio como presidente.

Ainda assim, a Pan-am ainda mantinha bastante voz sobre a cia. Isso gerou a primeira grande crise da cia, em 1957. Até então a Pan-am repassava aviões de segunda linha para a Pan-air. Porém a pan-air foi uma das primeiras a se interessar pelos DeHavilland Comet, à frente da Pan-am, o que gerou grande conflito com John Tripple e resultou na saída de Paulo Sampaio. Ale'm disso, o Comet mostrou-se muito perigoso e devido a diversos acidentes, os pedidos foram cancelados.

Ainda no mundo dos jatos, a Panair foi uma das primeiras a encomendar o supersônico Concorde, fato que nunca chegaria a se concretizar. Mas a Panair chegou a operar dois modelos a jato antes de seu final: o elegante Caravelle e o DC8-33.

A partir de 1965, o governo militar fez grande pressão para o fechamento da Panair. Diversas concessões de vôo foram cassadas, leis alteradas e transferências para a VARIG foram executadas, num dos mais polêmicos processos da história da aviação brasileira. Todos esses processos foram executados sobre uma empresa que não tinha dívidas e acabou causando a quebra da mesma. Em 1966 a Panair deixou de existir. Em 1984, o STJ considerou a falência fraudulenta, mas já não havia o que pudesse ser feito pela cia.

Sikorsky S-38:
Os primeiros aviões da Pan-air foram os S-38. O modelo é um tanto quanto "esquisito", pois parece uma lancha rapidamente adaptada para ser um avião. Levava oito passageiros e se mostrou ideal para esse passo inicial da Panair. O S38, bem como todos os demais anfíbios da Panair, tinham um caso raso; isso era imprescindível nas operações amazônicas, devido a profundidade dos rios ser bastante variável. Há dois modelos desse avião, em escalas 1/72 e 1/144.

Consolidated Commodore 16:
Esse avião, junto com o Sikorsky S-38, foi o primeiro a ser operado pela Panair, em 1929, após a aquisição po consório NYRBA. O modelo era literamente um aerobote, com sua estrutura de fuselagem característica de barcos. Era um gigante para a época, com 22 passageiros, mas era bastante lento (160 km/h). Foram operados até 1940. De todos os modelos da Panair, este é o único para o qual não se encontra kit em escala.

Sikorsky S-43:
Embora fosse pouca coisa maior que o A-942, o S-43 tinha uma arranjo mais imponente e o espaço interno era melhor utilizado, podendo levar assim 18 passageiros. Entrou em operação no final dos anos 30, substituíndo os Commodore em suas rotas mais densas. Era bem mais rápido que seu antecessor, fazendo 275 km/h. Há duas opções de kit para modelo, ambas na escala 1/72.

Fairchild A-942:
O Fairchild A-942 era um monomotor (caso raro dentre os anfíbios) para 8 passageiros e 2 pilotos. Tinha o apelido de Cachimbinho, devido ao formato da fuselagem em junção com o motor. Era um modelo bastante rápido para a época (275 km/h), mas era bastante difícil de manobrar na água. O modelo original era anfíbio, mas a Panair só os utilizou como hidro-aviões, retirando o trem de pouso e aumentando a carga útil. Existe apenas um modelo disponível para o mesmo: Sword, 1/72.

Douglas DC2:
No ínicio dos anos 30, alguns acidentes com aviões nos EUA levaram a Civil Aeronautics Board a exigir que os aviões posteriores não usassem madeira em sua estrutura básica. Com isso, surgiram diversos modelos da Boeing, Curtiss, Douglas, entre outras. A Douglas trabalhou inicialmente no DC1, que logo evoluiu para o DC2. Seu design de linhas harmoniosas logo foi aceito pelas cias. aéreas. No entanto, as mesmas desejavam um modelo maior (DC3) e este acabou ofuscando os méritos do DC2 e apenas 24 foram construídos para o mercado civíl.

Os modelos adquiridos pela Pan-am foram logo passados para suas subsidiárias menores. A Panair, na época recebeu dois exemplares (PP-PAY e PP-PAZ). Após foram para Pluna em seguida.

Douglas DC3 Skytrain:

DC3

Consolidated Vultee PBY5A/PBY6A Catalina:
Após o engajamento do Brasil na WWII, a Panair conseguiu construir diversos aeroportos no Brasil. Com isso, os hidroaviões ficaram relegados ao segundo plano, mas a região amazônica ainda representava um grande problema. Os últimos hidroaviões brasileiros foram os PBY5A Catalina. Eles tinham boa autonomia e operavam bem na bacia amazônica, mas seu desenho militar prejudicava o conforto dos passageiros. Apesar disso, a Panair os operou até 1966, quando foi absorvida pela Varig. Os Catalina foram passados à Cruzeiro do Sul, que operou essas linhas desde então.

Catalina

Há diversos modelos desse avião, principalmente pelo fato de o mesmo ter sido um sucesso na carreira civil e militar. No entanto, deve-se atentar ao fato de a Panair operar um único PBY6A, que tem a deriva um pouco maior. Além disso, sendo um modelo cívil, é preciso fazer diversas conversões dos kits, pois a maioria é desenhado para a função militar.

Lockheed L-10 Electra:
Esse foi o primeiro avião terrestre da Panair. Recebidos por volta de 1937, permitiram à Panair iniciar a interiorização de seus vôos. Começando por Belo Horizonte e São Paulo. Há dois modelos para esse avião, sendo que a opção da William Bros, vem em uma escala bastante esquisita (1/53).

Lockheed C-60 Lodestar:
Projetado como avião regional, foi um desenvolvimento do L14 Super Electra. Não teve muito sucesso, devido a aceitação pelo mercado do DC3. A Panair recebeu 14 desses modelos e seis deles se acidentaram. Vale mencionar que nenhum deles foi causa do equipamento. O 'unico kit é um dos lançamentos recentes da Special Hobby (1/72), preenchendo uma importante lacuna no mundo do modelismo militar e civil.

Lockheed L-049/749 Constellation:
O Lockheed 049/749 Constellation foi a primeira variante da série Constellation. O modelo de linhas elegantes (mais elegantes que o L1049, na minha opinião) foi ofuscado pelo seu irmão maior, o L0149. Desenhado sob as rígidas ordens de Howard Hughes, o modelo foi encomendado inicialmente pela sua companhia, a TWA. A Pan-am também se interessou pelo modelo, mas como todas as encomendas estavam comprometidas com a TWA, somente recebeu tais modelos quando o contrato com a Douglas, pelo seu equivalente (DC6), já estava adiantando. Assim, os modelos com as cores da Pan-am são raros e foram logo passados as suas subsidiárias, como a Panair.

L749

Curiosamente, talvez por ser menos importante que o L1049, não existe modelo na 1/144, sendo que a conversão de um L749 é bem complexa. O L749 só pode ser achado na escala 1/72.

Douglas DC6B Cloudmaster:
Os DC6 e DC7 chegaram para renovar a frota em seus vôos internacionais, substituindo os Constellation e como alternativa após os problemas dos DeHavilland Comet.

Em fevereiro de 1957 o Lóide Aéreo encomendou 4 Douglas DC-6A para passageiros mas conversível para transporte de cargas, Os mesmos chegaram em fevereiro de 1959 e imediatamente foram arrendados à Panair para seus vôos internacionais. Embora nas cores da Panair, mantiveram as matrículas do Lóide Aéreo(PP-LFA, PP-LFB, PP-LFC e PP-LFD) Dois anos depois, em março de 1961 voltaram para o LAB e posteriormente, para a VASP, em 1962. O PP-LFB está preservado no Museu de Bebedouro.

Os modelos podem ser encontrados nas escalas 1/72 (raro, da Heller) ou 1/144.

Douglas DC7C:
O DC7C é bastante semelhante aos DC6B, mas suas medidas são diferentes. Sua fuselagem é bem mais longa e a deriva mais alta. As asas são maiores e as hélices, quadripás. Há dois modelos em escala. A Welsh, na escala clássica, 1/144. A Revell, reembalou um antigo modelo Box-Scale, na escala 1/122.

Douglas DC8-33:

DC3

O primeiro jato da Panair foi o DC8, recebido em 1961. A companhia recebeu dois exemplares e os operou até o final de sua história, onde os mesmos foram repassados para a Varig. Existem várias opções para o DC8, mas a maioria é para as séries maiores que as -50. Por isso, o único modelo que não necessita conversão, é o da Revell, na Box-Scale 1/128.

Sud-Quest SE210 Caravelle:

SE210

Com o cancelamento de diversos pedidos da De Havilland devido aos acidentes com o Comet, a Panair (e várias outras) procuraram alternativas para o avião a jato. Uma delas foi o francês Sud Caravelle. Com linhas igualmente harmoniosas, esse jato serviu à Panair junto com o DC8. O Caravelle tinha a mesma secção de cabine do Comet, pois esta foi desenhada pela SNCASE, que depois originou a Sud-Quest. Tinha bastante reduzida, o que prejudicou sua carreira. Embora haja modelos em várias escalas, é bastante raro achar algum para vender.

Aviões da Panair
Modelo Escala Fabricante (Código) Observação
Consolidated Commodore 16   
Consolidated Vultee PBY5A Catalina

1/144 

Minicraft (14435)

 

1/32 

HpH Models (HpHa001a)

 

1/48 

Pro-Modeler (5934)

 

1/48 

Revell (4803)

 

1/72 

Academy (2137)

 

1/72 

Airfix (AFX5007)

 
Douglas C-47 Skytrain
(Douglas DC3 Dakota)
???

ATMA

 

1/100 

Doyusha (DY100C42)

 

1/144 

Minicraft (MMI14434)

 

1/144 

Welsh Models (SL136R)

 

1/200 

Hasegawa (HSG11024)

 

1/48 

Monogram

 

1/48 

Trumpeter (2828/2829)

 

1/72 

Airfix (ARX5031)

 

1/72 

Italeri (ITA0127)

 

1/72 

Revell (REV04248)

 

1/90 

Revell (RMX5245)

 
Douglas DC-2

1/144 

Czech Master (08)

 

1/72 

MPM (72091)

 

1/72 

Formaplane (F5)

 

1/72 

Execuform

 

1/72 

Dekno

 
Douglas DC-6B Cloudmaster

1/144 

Minicraft (MMI14442)

 

1/72 

Heller (80315)

 
Douglas DC-7C

1/122 

Revell (04242)

 

1/144 

Welsh Models (WHSL051A)

 

1/144 

F-Rsin (FRP3999-4003)

 

1/72 

Aircraft in Miniature (04001)

 
Douglas DC8-33

1/128 

Revell

 

1/144 

F-Rsin (FR14066)

Somente motores; para conversão do DC8 1/144 (minicraft/Revell)

Fairchild A-942

1/72 

Sword (72013)

 

1/72 

Azur (7219)

 
Lockheed C-60 Lodestar

1/72 

Special Hobby (SHY72112)

 
Lockheed Constellation 049/149/749 ???

Hawk

 

1/144 

Anigrand (AA-4069)

 

1/72 

Heller (80381)

 
Lockheed L-10 Electra

1/53 

William Bross

 

1/72 

Special Hobby (72015)

 
Sikorsky S-38

1/144 

VLE Models

 

1/72 

Czech Master (CMR-127)

 
Sikorsky S-43

1/72 

Sword (72019)

 

1/72 

Special Hobby (SH72111)

 
Sud SE210 Caravelle

1/100 

Revell (REV4220)

Previsto

1/144 

Airfix (AX03177)

 

1/144 

Welsh Models (WHD11)

 

1/72 

Mach 2 (2372)

 

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Texto:

Ilustrações:

  • / Revista Asas

    Referências:

  • Jet Site
  • Revista Asas: Nr.8 Ago/Set-2002
  • Revista Asas: Nr.32 Ago/Set-2006

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