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Re-scribbing: Rebaixando Paineis

Introdução:
A maioria dos kits antigos, e alguns novos, costumam vir com as linhas de painel em alto-relevo, ou seja, com pequenos fios de plástico fazendo as separações de paineis. O principal inconveniente disso, é que o processo de lixa fica prejudicado, bem como alguns encaixes com massa. Além disso, é mais difícil de se trabalhar o Shading.

Assim, os fabicantes de aviões têm preferido usar o painel de baixo relevo, com sulcos ao invés dessas linhas. Em caso de problemas, basta reforçá-los com um estilete. Muitos modelistas preferem fazer o re-scribbing (também chamado de rebaixamento) dos paineis em alto relevo para seus modelos mais antigos.

Essa técnica, embora pareça complexa, pode ser executada sem maiores segredos, bastando um pouco de paciência. Nessa matéria, vamos explicar como fazer o re-scribbing mais simples, aqueles que usam apenas linhas retas.

Materiais:

  • Lixa 400 e 600
  • Estilete X-acto
  • Lâmina Nr. 12 (ver matéria)
  • Fita de polipropileno (eu uso a Nr. 218 da 3M)

    Como executar:
    O primeiro passo é escolher uma das linhas que você vai trabalhar. Procure escolher uma linha que não seja maior que 10 cm. Além disso, procure manter um sentido de trabalho, para evitar esquecer algumas (ex: da cauda para o nariz, ou da fuselagem para a ponta das asas). Também procure manter um padrão. ex: linhas verticais ou horizontais.

    Nesse passo, você pode, se tiver referências, criar linhas novas, ou corrigir a posição de algumas, caso precise. Procure um ponto de inicio e de fim. Em geral, o cruzamento com outras linhas é uma boa referência.

    Decidido o que fazer, lixe e linha até que ela suma, deixando somente a base do molde. Não é necessário apagar a linha totalmente, apenas tirar o relevo da mesma.

    Agora, coloque um pedaço de fita. As fitas de polipropileno são de um material "alto". Essa altura servirá de base para que a lâmina se apoie na mesma, servindo como um espécie de régua colada.

    Outro material que pode ser usado ao inv'es da fita 'e adaptar uma r'egua flex'ivel, colando no verso, um peda'co de lixa 320. Desse modo, a ader^encia da lixa evita que a r'egua escorregue. Por ser flex'ivel, a r'egua permite o desenho em superf'icies curvas.

    É hora de passar a lâmina. A Lâmina nr. 12 funciona como uma espécie de gancho, que deve ser "puxada" pelo modelista. Isso evita diversos erros. Passe a lâmina, apoiando-se na linha da fita. O primeiro traço deve ser praticamente sem peso na lâmina, como se estivesse cortando Bare-Metal. Isso fará com que a lâmina crie um sulco muito fino, apenas para ela correr. Em seguida, execute novamente o processo, aplicando mais força. Em geral 5 ou 6 passadas são suficientes.

    Aqui cabe uma observação: Em geral lâminas novas tendem a seguir seu próprio caminho, de modo que ãs vezes, o ideal é pegar um lâmina um pouco mais usadas. Além disso, cada lâmina tende a ir para cima ou para baixo, de acordo com sua fabricação (defeitos microscópicos). Com poucas experiências você vai descobrir se a lâmina tende a subir ou descer. Você deve colocar a fita, então, como uma barreira desse movimento.

    Exemplo: Para essa matéria, estou usando uma lâmina, que puxada da direita para esquerda (sou canhoto), tende a subir. Nesse caso, devo colocar a fita do lado de cima da linha que vou fazer.

    Após fazer isso, o corte estará feito, mas as laterais estarão levantadas dos dois lados do mesmo. Agora você deve lixá-las, para que a suferfície fique plana.

    Para finalizar, a última lixagem deve ter enchido os sulcos com o pó da mesma. Para limpar, passe uma escova de dentes, com detergente, sob água corrente. Não passe a lâmina para limpar, pois irá criar novamente os relevos nas lateriais.

    Após terminar o trabalho, ou boa parte dele, é preciso corrigir os defeitos. Aplique uma fina camada de tinta metálica. Eu gosto da laca acrílica, pois é muito fina. A tinta metálica é muito boa para revelar qualquer tipo de defeito. Aqui, você vai achar três coisas:

  • Sulcos que ficaram muito fracos e deve ser reforçados.
  • Erros nos cortes, que devem ser apagados ou refeitos.
  • Para dizer que não falei de flores: Erros que não irão aparecer após a pintura.

    Os erros que aparecem podem ser apagados com um pouco de Mr.Surfacer 500, seguido de lixa. Linhas que precisem ser refeitas, em geral, precisam de uma material mais resistente. Eu uso super-bonder, pois fecha bem o sulco e oferece a resistência para refazer o trabalho.

    Por fim, terminado o trabalho, aplique um bom primer seguido de lixa 600.

    Últimos Comentários: Essa técnica é um pouco trabalhosa, mas não é difícil nem demorada (embora pareça). Basta um pouco de paciência e metodismo. Depedendo do modelo, em três ou quatro dias de tabalho, estará tudo resolvido.

    Além disso, ela serve apenas para o básico. Cortes arredondados precisarão de uma régua especial para re-scribbing. Eu até prefiro deixar alguns pontos em alto relevo. Isso deixa o modelo menos "chapado", pois os aviões reais têm diferenças entre paineis mais altos ou baixos.

    Texto e Fotos:
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