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Revell Mikoyan-Gurevich Mig21MF Fishbed 1/32

ETAPA 11: "MONTAGEM FINAL E PINTURA SUPERIOR" (PARTE 02)

Quando chega o momento de pintar a camuflagem, é hora de definir as cores mais apropriadas à versão pretendida. No caso da camuflagem tricolor "Nile Valley", a combinação do "Areia" (FS33440) acompanha um verde tipo "Cinza do Campo" onde a tonalidade da TAMIYA XF-65 (FS34159) é a que melhor se adequa ao propósito. Uma terceira cor: "Dark Green" (FS34079) finaliza a camuflagem. Quem gosta de tintas "Enamel" pode optar pela linha "Model Master" de mesmo FS (só mudam os nomes).


Segunda tinta da camuflagem (XF-65 da TAMIYA)...

Novamente convém proteger a parte de baixo do modelo com fita crepe antes de começar a pintura.


Modelo protegido com fita crepe aguardando início da pintura...

Com o objetivo didático, vou mostrar duas técnicas de pintura de camuflagem. Uma para uso com aerógrafo de ação simples e outra para quem dispõem de "mão firme" e aerógrafo de dupla ação com bocal de saída de 0,3 mm ou menos. O objetivo é poder comparar os resultados/dificuldades entre ambas e mostrar técnicas alternativas.

Primeiro, traço o contorno da camuflagem. Um lápis (ou lapiseira 0,5) é o suficiente para o serviço. Não force nos traços, apenas delimite a área que pretende pintar. Normalmente usamos fotos como referência para o tracejado.


Traçando os limites da camuflagem...

Não precisa ficar "idêntico" ao original da foto, mas o traço servirá para delimitar a área das cores ao pintar o kit.


Modelo "tracejado" pronto para início da pintura.

Se você é o cara que não tem (ainda) um aerógrafo de precisão, molde e corte as linhas de camuflagem em papel cartolina. Cada pedaço terá sua área de atuação no processo de pintura. É aconselhado cortar todas elas antes de começar a pintura para que esta seja feita numa só etapa. Estes pequenos gabaritos são mantidos no local (pode ser por fita adesiva ou mesmo segurando com a mão) para receber uma camada de tinta (com um aerógrafo mais simples), retirando em seguida o gabarito. O ideal é esperar secar para tingir o próximo gabarito e isolar as demais partes com papel jornal, pois geralmente ocorrem respingos indesejados pelo fato do aerógrafo ser de ação simples e mistura externa.


Gabaritos de cartolina para utilização na pintura da camuflagem (técnica antiga, demorada e trabalhosa... mas funciona!).

Para demonstrar esta técnica, usei um aerógrafo de ação simples e de mistura externa (sou corajoso!). Pintei as primeiras listras da camuflagem para mostrar como fica o resultado. Este processo chamamos de "máscara suspensa", onde a distância (pequena) do papel com a superfície do modelo cria um efeito "degradê" suave na junção das tintas.


Pintura pelo processo de "máscara suspensa" terminado.

A próxima cor foi aplicada com a técnica da "mão-livre". Para isso, um bom aerógrafo de ação dupla e precisão é recomendado. O plastimodelista tem que ter "mão firme" para delimitar com precisão as linhas de camuflagem, medindo sempre a dosagem de ar e tinta no gatilho e sem tremer (muito) a mão. Com este tipo de aerógrafo, os respingos não ocorrem, dispensa mascaramento e o trabalho ficar excelente. Esta técnica é a mais usada pelos plastimodelistas atualmente.


Pintando a terceira cor da camuflagem...


Resultado da pintura com aerógrafo de precisão. Trabalho mais "limpo" e acabamento refinado.


Tome cuidado! Aguarde a tinta secar completamente para segurar o modelo.

Detalhes da camuflagem final.

Como já mencionei antes, o objetivo desta montagem é deixar o modelo bem desgastado. Complementando a pintura, fiz um suave Dry brush nos tons verdes, deixando a pintura um pouco desgastada.


Resultado do dry brush aplicado nos tons verdes...

Aspecto geral até o momento...



Passamos agora ao processo de pos-shadding, bem nas junções dos painéis. Esta técnica ressalta os contornos da aeronave. Uso tinta acrílica em pó aplicada com um pincel bem fino. O excedente é retirado (varrido) com outro pincel maior e bem macio.


Visão geral após o pos-shadding...


Detalhes do pos-shadding aplicado...




E o trabalho segue...

O bocal de exaustão recebe pintura com "Cromo Automotivo" (Spray). Haverá mais detalhes nesta peça na fase de acabamento. A empenagem vertical, barbatana de choque e cone difusor dianteiro recebem a pintura adequada. Curiosamente, a cor que mais se identificou ao tom real foi o verde básico da Hobby Cores (sem FS).


As luzes de navegação já podem ser pintadas. Nesta fase não me preocupo com a "vitricidade" delas, pois na fase de acabamento, este quesito será atendido.


Usando a cor "Alumínio", pintei as gripas de cabeceio/guinada e o sensor de dados do ar. No lado esquerdo da aeronave também tem o sensor de altitude para receber esta cor.


Detalhes de pintura: Alumínio nos sensores...

O resultado final da pintura (sem o acabamento final, é claro) pode ser observado nas próximas fotos.



Paralelamente à pintura da camuflagem, o armamento não pode ficar para trás. Os mísseis (agora AA-2-2C "Advanced Atoll") recebem mais detalhes em "lata-erthechs" e a costumeira pintura branca.


Mais detalhes nos mísseis...

Quanto aos pods de foguetes UV-16-57, os mesmos recebem a pintura azul da camuflagem inferior.


Os detalhes apresentados pelas adaptações nesta peça tornam-se mais evidentes após a pintura.


TERMINA NA ETAPA 12...>

Texto e Fotos:

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